Apenas quatro por cento dos oceanos permanecem virgens em relação à actividade humana, segundo especialistas norte-americanos, que consideram que a pressão do homem nos ecossistemas marinhos tem sido subestimada.

Biólogos e oceanógrafos estabeleceram pela primeira vez um atlas planetário do impacto de 17 diferentes aspectos da actividade do homem nos oceanos, como a pesca, a poluição ou as alterações climáticas.

Os recifes de corais, o plâncton e os fundos oceânicos são alguns dos aspectos da vida marinha que têm sido afectados.

Mais de 40 por cento dos oceanos foram fortemente afectados pelas actividades humanas e poucas áreas marinhas permanecem virgens.

As zonas mais afectadas são o Mar do Norte, o Sul e Sudeste do Mar da China, baía das Caraíbas, a costa este da América do Norte, o Mediterrâneo, Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o Mar de Bering e várias regiões ocidentais do Pacífico.

Os ecossistemas oceânicos mais preservados situam-se globalmente nas regiões polares.

«Mas estes santuários estão ameaçados de uma degradação rápida devido ao desaparecimento da calote glaciar, em resultado do aquecimento global», segundo um dos investigadores do projecto.

Para os responsáveis pela investigação, este projecto permite «finalmente começar a conhecer a forma como os homens têm afectado os oceanos».

«Os resultados revelam um impacto global mais nefasto do que o que imaginávamos e foi surpreendente», comentou Ben Halpern, investigador da Universidade da Califórnia, principal autor do estudo, citado pela agência France Press.