surui.jpgO representante indígena da comunidade Suruí-Paiter, Almir Suruí, visitou no início do mês de junho a sede da empresa Google Earth para conhecer o serviço de mapas e imagens de satélite via internet da americana Google. Ainda em fase inicial, a liderança indígena pretende iniciar uma parceria com a empresa americana para disponibilizar os limites da terra indígena Sete de Setembro, localizada no município de Cacoal – Rondônia (RO), no dispositivo de busca do Google Earth.

A ACT Brasil orientará a comunidade indígena a submeter essa iniciativa para a análise da Fundação Nacional do Índio, Ministério Público e demais instituições responsáveis. A idéia é aumentar a vigilância e proteção ambiental à terra indígena para evitar, inclusive, a invasão de madeireiros, posseiros e outras ameaças constantes ao território Suruí. “O avanço da extração ilegal de madeira poderá ser evitado, já que essas imagens estarão disponíveis para visualização pública”, afirma o líder indígena, Almir Suruí. Em companhia do presidente da ACT Brasil, Vasco van Roosmalen, os dirigentes do Google Earth ficaram entusiasmados com a possibilidade de uso da ferramenta em prol do meio ambiente.

A ACT Brasil iniciou em setembro de 2006 um projeto de mapeamento cultural da Terra Indígena Sete de Setembro, com uma área de 250 mil hectares. O projeto partiu de uma demanda da comunidade e envolveu a participação de representantes de 24 aldeias indígenas como forma de registrar os usos atuais e históricos do território do povo Suruí-Paiter. “O mapa etnoambiental não vai só fortalecer a cultura e a defesa dos nossos direitos políticos, como ajudar a frear uma situação que é devastadora em Rondônia”, afirma Almir Suruí. O mapeamento dará origem também a um plano de manejo inédito na região, ainda em fase de construção pela comunidade Suruí-Paiter.

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Almir Surui
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