Titulo: Os Xetá da Serra de Dourados
Titulo original: Os Xetá da Serra de Dourados
Bitola original: 16mm
Direção: Wladimir Kozak
Produção: 1957/60
Duração: 43’

Os Xetá da Serra de Dourados é considerado a obra mais significativa de Wladimir Kozak, abordando aspectos da vida dos índios Xetá atualmente extintos.

Título: Heinz Forthmann
Título original: Heinz Forthmann
Bitola original: 16mm/cor/p&b
Direção e Produção: Marcos de Souza Mendes, Brasil, 1990.
Co-produção: FUNARTE/DECINE-CTAv e Associação Brasileira de Documentaristas-DF/Ceprocine
Duração: 55’

Documentário sobre o fotógrafo e cineasta Heinz Forthmann (1915-1978), nascido em Hannover, Alemanha Ocidental, brasileiro por opção. Entre 1942 e 1957, Forthmann trabalhou para o Serviço de Proteção aos Índios – SPI – onde foi fotógrafo do Marechal Rondon e realizou ao lado de Darcy Ribeiro e Orlando Villas Boas uma das mais importantes obras do cinema etnográfico nacional.
Trabalhou, nos anos 60, como cinegrafista para produtores nacionais e internacionais registrando aspectos da vida brasileira. De 1965 a 1978 foi professor da Universidade de Brasília, onde dirigiu o Centro de Recursos Audiovisuais e fotografou vários filmes de cineastas locais. A dispersa e esquecida obra do cineasta Heinz Forthmann (1915-78) tenta ser recuperada através de suas fotografias, de seus filmes e (“Os índios Urubu”, “Funeral Bororo”, “Kuarup” de depoimentos de contemporâneos entre os quais: João Domingos Lamônica, Darcy Ribeiro, Orlando Villas Boas, Rosita Forthmann, Takumã Kamayurá, Luís Humberto e Vladimir Carvalho. Prêmio de melhor média metragem no 18¹ Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, 1990; Hors Concours, XXIII Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Prêmio Especial do Júri na XVIII Jornada Internacional de Cinema da Bahia, Salvador, 1991.

Título: Kuarup
Título original: Kuarup
Bitola original: 35mm/cor
Direção, Fotografia, roteiro e montagem: Heinz Forthmann
Produção: Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), Brasil, 1961/62
Duração: 20’

O Kuarup está relacionado com a origem do povo xinguano, que é a história de Mavutsinim. Um grupo de índios representa os peixes; outro, as onças. Eles se defrontam amistosamente no ambiente no ambiente ritual. Enquanto o mito é relatado, os índios se movimentam representando os heróis míticos – inclusive Mavutsinim, transformando em tronco de árvore. Este tronco de árvore é que ganha vida através da ação dos xamãs que cantam e tocam chocalhos (trecho da entrevista com Roberto Cardodo de Oliveira, janeiro de 1985. Prêmio Saci do Cinema do Estado de São Paulo (melhor curta metragem), 1963. Menção Especial do festival dei Populi, Florença, 1964.

Título: Funeral Bororo
Título original: Funeral Bororo
Bitola original: U-matic e 16mm/cor
Direção: Maureen Bisilliat
Produção: Maureen Bisilliat, Brasil, 1990
Duração: 47’

Gravado e editado em 1990, tem como matéria prima original o registro documental etnográfico de um funeral de um chefe da nação Bororo, realizado em 1953 pelo fotógrafo alemão Heinz Forthman e por Darcy Ribeiro. Darcy assistiu o ritual como um representante de Rondon, que era descendente de índios desta nação. Mais de trinta anos depois, Maureen Bisilliat coloca o antropólogo numa ilha de edição para rever o material etnográfico, que sobreviveu ao tempo, telecinado a partir de um velho copião 16mm junto com mais dois rolos de som ambiente. As imagens vão reavivando sua memória e, então, presenciamos o testemunho emocionado de um dos maiores intelectuais da América Latina, ao mesmo tempo em que vemos as imagens de um ritual único.

Título: Bubula, o cara vermelha
Título original: Bubula, o cara vermelha
Bitola original: 16mm/cor/p&b
Direção: Luiz Eduardo Jorge
Produção: Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia-IGPA, Área de Documentação, Digital Films, Brasil, 1999
Duração: 27’

Trajetória histórica de documentação do cineasta e fotógrafo Jesco von Puttkamer durante quatro décadas na Amazônia.
OCIC/Brasil, Troféu Jangada, no 1o. Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, 1999; Prêmio do Júri Popular no 10o. Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, 1999; Prêmio Especial do Júri na XXVI Jornada Internacional de Cinema e Vídeo da Bahia, 1999; Troféu Karajá, Universidade Católica de Goiás, III Jornada Científica das Universidades Católicas do centro Oeste, 1999; Prêmio Marco Antônio Guimarães, pelo melhor uso de material de pesquisa no 32o. Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, 1999; Prêmio Especial do Júri pela pesquisa e resgate da identidade cultural brasileira no 32o. Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, 1999; Prêmio Especial do Júri, pelo resgate da memória nacional no 4o. Festival de Cinema do Recife, 2000.
” A única alegria é que eu sei que em boas mãos se encontram meus milhares de diários e sons gravados e imagens cinematográficas, para que o brasileiro do futuro do ano 2, 3 mil ainda se lembre que ele é descendente daqueles valorosos índios que haviam nessas matas amazônicas, destemidos…” (Jesco von Puttkamer).

Título: Tsa’amri – de alguém que partiu para se tornar índio.
Título original: Tsa’amri – von einem, der auszog, Indianer zu werden
Bitola original: Betacam/cor
Direção: Eike Schmitz
Produção: Alemanha, 1991.
Duração: 77’

Uma figura estranha. Há 35 anos o alemão Adalbert Heide vive com os
índios Xavante. O que o levou para lá? Quando criança ele lia Karl May (célebre escritor alemão de romances de viagem) e sentia-se fascinado. E assim, ele mesmo tornou-se um cacique, Tsa’amri, que acompanha os índios nas caçadas. Um filme regionalista teuto-brasileiro irônico e nostálgico.

Título: O cineasta da selva
Título original: O cineasta da selva
Bitola original: 35mm/cor
Direção: Aurélio Michiles
Produção: Superfilmes, Brasil, 1997
Co-produção: TV Cultura – Governo do Estado de São Paulo
Duração: 87’

Silvino Santos (1886, Portugal-1969, Brasil), começou sua carreira de cinematógrafo na cidade de Manaus quando esta vivia seu apogeu graças ao ciclo da borracha, tornando-se um dos pioneiros do cinema no Brasil. Adotou o Brasil como pátria aos 13 anos de idade, documentou a história de uma Amazônia com uma produção extensa e diversificada. Ao longo dos seus 84 anos realizou nove longas e 57 curtas e médias metragens no Brasil em Portugal, muitas vezes se embrenhando na floresta amazônica com uma câmera de manivela na mão e fazendo as pontas de teste do material filmado nos ocos das gigantes árvores da selva. Para documentar a vida do cineasta, Michiles optou por uma narrativa em flashbacks, intercalados por depoimentos dos filhos do cineasta e dos cinéfilos amazonenses. O ator José de Abreu interpreta Silvino contando sua própria história, refletindo sobre seu trabalho e a época em que viveu. Ele é o elo de ligação entre as imagens de arquivo, as de Michiles e os depoimentos. Prêmio HBO Brasil de Cinema 1997.

Título: No paiz das Amazonas
Título original: No paiz das Amazonas
Bitola original: 16mm/ p&b/ mudo
Direção: Silvino Santos e Agesilau de Araújo
Produção: Brasil, 1922
Duração: 106’

Percurso por alguns rios da bacia amazônica, o filme retrata diversas formas de sobrevivência e trabalho na região: a pesca do peixe-boi e do pirarucu, a extração da balata e do preparo do latex, a extração da castanha e o preparo do guaraná.
No Paiz das Amazonas é considerado o filme mais famoso de Silvino Santos que realizou enquanto funcionário da Cia J.G.Araújo. Foi sucesso de público e crítica permanecendo em cartaz cinco meses no Cine Palais no Rio de Janeiro, além de ser exibido em salas de cinema na França, Inglaterra e Lisboa. Junto de Nanook, de Flaherty (1922), La Crosière Noire (1926) de Léon Poirier, Tabu (1930) de Murnau, o filme No Paiz das Amazonas e No rastro do Eldorado (1925) de Silvino formam um conjunto de filmes de viagem que forneceram aos moradores das metrópoles a oportunidade de se aventurar e descobrir as regiões “mais selvagens do mundo”. Aqui, exibimos o trecho final do filme intitulado “Os Índios Parintintins e outros”.