O Governo brasileiro anunciou a implementação de internet gratuita entre as comunidades indígenas como medida preventiva à devastação da floresta, onde a extracção ilegal de madeira é um problema sério e real.

Marina Silva, ministra do ambiente, afirmou que a protecção da terra é o ponto fulcral deste plano. Dele consta também o acesso à internet via satélite a 150 regiões isoladas da floresta e o fornecimento de computadores, responsabilidade do estado e dos governos locais.

O Brasil debate-se há muito com a exploração ilegal da Amazónia, da qual as comunidades indígenas são as verdadeiras protectoras. O Pantanal, maior pântano do mundo ainda conservado, também está abrangido pelo plano, que vai atingir 13 áreas previamente definidas pelo Ministério do Ambiente, a FUNAI e a IBAMA.

«É uma forma de iniciar a comunicação entre as comunidades indígenas, antigas aldeias de escravos, apanhadores de coqueiros, pescadores do rio e o resto da sociedade», declarou a Ministra após a assinatura do acordo.

O oficial do Ministério, Francisco Costa, afirmou que o objectivo do plano é encorajar os indígenas a colaborar com as autoridades na gestão ambiental do país, que será incrementado por um sistema digital de monitorização e protecção da floresta, a ser implementado dentro de quatro anos sob o nome de Rede do Povo da Floresta.

Pelo seu lado, as comunidades indígenas expressaram o seu apoio: «a internet ajudou-nos a chamar a policia quando estavam a cortar madeira ilegalmente na nossa zona», declarou à BBC Beni Piyanko, membro de uma tribo índia do Acre. Outros, mais conservadores, temem que a chegada de computadores vá minar a sua cultura.

in Sol