canaacucar.jpgA produção de etanol no país, que no ano passado totalizou 17,8 bilhões de litros – um aumento de 10,8% na comparação com 2005 – foi a principal responsável pela elevação da participação da cana-de-açúcar na matriz energética brasileira. Os dados constam dos resultados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN), de 2006, divulgados quinta-feira (29), no Rio de Janeiro, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

De acordo com os números divulgados, a participação nacional dos derivados da cana-de-açúcar na Oferta Interna de Energia (OIE) passou de 13,8%, em 2005, para 14,4%, em 2006.

Com esta variação, o peso dos derivados da cana na matriz energética brasileira se aproximou dos 14,6% representados pela energia hidráulica – que ainda se mantém como a principal fonte de energia renovável no país.

Ao destacar o expressivo aumento da participação da cana como fonte de energia, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, afirmou que se 2005 pôde ser considerado o ano do gás natural, 2006 foi o do etanol.

“O grande destaque deste balanço energético são os derivados da cana-de-açúcar – principalmente o etanol. Eu diria que o ano de 2006 foi o ano do etanol, o ano em que nós registramos uma grande expansão dos derivados destes produtos. Desde a produção de açúcar, passando pela geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana e, principalmente, do etanol”.

Na avaliação de Tolmasquim, as perspectivas para os próximos anos são de que o etanol continue sendo a vedete da matriz energética brasileira. “Um dado muito interessante neste processo é que o etanol já se equipara à energia hidroelétrica, e a tendência é de que em breve ele venha a superá-la, dado que, cada vez mais, os produtos da cana-de-açúcar ganham uma importância maior no cenário energético brasileiro”, disse.

Os derivados do petróleo, no entanto, continuam a liderar o volume de participação na matriz energética, com 38,8% do total, mantendo-se estável em relação a 2005; a lenha e o carvão vegetal representaram 12,4% ante 13% no ano anterior, e o gás natural ficou com 9,5% de participação na matriz energética. As informações são da Agência Brasil.

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