A Defesa Civil informou que somente ontem a quantidade de focos de calor no Estado subiu de 19 (detectados na quarta-feira) para 119.  A distribuição desses focos identificou que 25 estão em Mucajaí, 19 em Iracema, 14 no Amajari, 11 em Pacaraima, 11 em Alto Alegre, 10 no Uiramutã, 9 em Normandia, 7 no Bonfim, três em São Luiz, dois no Cantá e oito em Boa Vista.

Para facilitar a identificação de locais de incêndios, o Corpo de Bombeiros realiza quase que diariamente sobrevôos para vistoriar as áreas afetadas e na expectativa de identificar áreas de derrubadas, queimadas ou em processo de queima.

Conforme informações do Inpe/Ceptec, responsável pela detecção orbital dos focos de calor, somente no domingo ocorreram 641 focos, o maior número desde o início da operação.

Com a precipitação ocorrida na segunda e terça-feira em algumas regiões, como Mucajaí, Alto Alegre, Amajari, Pacaraima e Cantá, a quantidade de focos caiu, mas na manhã de ontem elevou-se novamente.  “Mesmo com as chuvas ocasionais, o Corpo de Bombeiros continua em regime de prontidão aguardando a chegada definitiva do período chuvoso”, informou a Assessoria de Imprensa do órgão.

Por causa da instabilidade o risco de incêndio continua alto.  A elevada temperatura e o longo período seco são agravantes.  Mesmo com chuvas em situações curtas e variadas, tal situação não extingue a baixa umidade do ar e do material combustível, que vem desde meados de novembro.  Segundo informações do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), as primeiras chuvas devem ocorrer somente após o dia 25 de março.

Atualmente, as regiões mais preocupantes são aquelas em que há projetos de assentamento rural.  Conforme verificação do Corpo de Bombeiros, vários colonos estão com lotes prontos para queimar, pois a maioria aproveita as chuvas ocasionais para iniciar a queimada em seus lotes.

No Campos Novos, o Projeto Ajanari possui mais de 30 lotes para serem queimados.  “Em reunião realizada recentemente, os bombeiros conscientizaram os produtores quanto aos cuidados preliminares com as queimadas e o motivo para que a queima não seja realizada nesse período.

Outros locais foram verificados, como no Cantá, o Projeto de Assentamento Tatajuba, também esperando oportunidade para queima de roças.  Ainda na região do Trairão (Vila de Maracá), há o Projeto de Assentamento Vila Nova também aguardando liberação para queimar”, acrescentou a assessoria.

Femact – A Fundação Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia divulgou esta semana um mapa referente ao mês de fevereiro, em que foram detectados 3.299 focos no Estado.  Somente dia 20 de fevereiro foram 318.  Nos primeiros 15 dias do mês de março foram 1.552 focos, com picos de até 449 casos.

Fonte: Folha da Boa Vista