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Legenda: Mamona é uma das principais fontes de biodiesel

Países membros da União Européia decidem ter 10% de biocombustíveis até 2020

Bruxelas – Os 27 Estados-membros da União Europeia adoptaram quinta-feira (15), em Bruxelas, o objectivo de os veículos automóveis consumirem obrigatoriamente 10% de biocombustíveis até 2020.

A União Europeia (UE) decidiu também produzir a partir de fontes renováveis 20% do consumo bruto de energia até 2020, mas sem carácter obrigatório.

Portugal tem üm objectivo mais ambicioso”, segundo declarações do secretário de Estado Adjunto da Indústria e Inovação, Castro Guerra. O governo português pretende atingir 45%.

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Galp aprova este mês plano para comprar biodiesel pernambucano

Recife – A Galp deve aprovar até ao final deste mês o projeto para a aquisição de 600 mil toneladas por ano de biodiesel até 2015, tendo o Brasil e Angola como principais fornecedores. A companhia portuguesa assinou na última quarta-feira, no Porto, um acordo com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para formalizar a parceria.

O acordo foi comemorado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho. “Vai se prestigiar o plantio. Para atender essa demanda da Galp, é necessária uma produção de cerca de 1,8 milhões de toneladas de mamona ou pinhão manso, o que representa entre 70 e 80 mil hectares de área plantada. Para se ter uma idéia, Pernambuco possui hoje em dia aproximadamente cinco mil hectares destinados ao cultivo da mamona”, exemplifica. A demanda de biodiesel da Galp representa um negócio de cerca de R$ 1 bilhão/ano.

“É um projeto que vai impactar o Sertão e o Agreste, beneficiando os pequenos produtores, gente que vive da agricultura de base. O Governo do Estado vai dar todo o apoio para que eles tenham acesso ao crédito do Pronaf e eles poderão apresentar como garantia um contrato de compra de sua produção”, explica Bezerra Coelho. A expectativa é que o Estado já esteja exportando óleo vegetal e biocombustível no próximo ano.

Além da pauta do biocombustível, a Missão Pernambucana também discutiu com os executivos da Galp Energia a participação da empresa portuguesa no projeto do terminal de Gás GNL que será construído no Complexo Industrial Portuário de Suape. De acordo com o secretário Fernando Bezerra Coelho, os portugueses irão iniciar estudos sobre o tema e, na vinda da representação ao Estado, no dia 27 de março, trarão uma resposta definitiva sobre mais essa possibilidade de parceria.

A Galp pretende também explorar blocos de petróleo na bacia Pernambuco-Paraíba. Se confirmadas, essas operações serão viabilizadas pela subsidiária Petrogal.

A exploração petrolífera depende, entretanto, que os blocos da bacia Pernambuco-Paraíba sejam incluídos na 9ª rodada de licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que deve ocorrer neste ano. Para qualquer empresa obter concessão para explorar petróleo é necessário que a área faça parte da rodada de licitações da ANP. A bacia Pernambuco-Paraíba foi excluída em 2006, por estar não a 500 metros de profundidade, segundo parecer do Ibama – a área encontra-se entre 40 e 440 metros.

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