BUENOS AIRES – A destruição do Amazonas é destaque do jornal argentino Clarín, que publica uma série sobre o assunto desde domingo. Na edição desta segunda-feira, o jornal destaca em sua capa que “o pulmão verde do planeta corre perigo”, diante de uma “destruição sem piedade”. O jornal narra que “fazendeiros e garimpeiros já desflorestaram 550 mil quilômetros quadrados, quase duas vezes a província de Buenos Aires”. Em reportagem que ocupa duas páginas, o Clarín critica duramente os garimpeiros que “só pensam em se tornarem ricos” e a “expansão descontrolada das atividades agropecuárias”.

O jornal justifica que as denúncias sobre a destruição da região “não são reclamações de ecologistas exagerados, como costumava qualificar com desdém o presidente George Bush aos que, há alguns anos, faziam advertências sobre o aquecimento global”. O Clarín ressalta que “a devastação do Amazonas traz efeitos concretos e alarmantes”.

“Não só desaparecem umas 50 mil espécies por ano. A derrubada de árvores contribui enormemente com o aquecimento global, os especialistas estimam que 40% do oxigênio produzido na terra provêm das selvas tropicais e a amazônica é a mais extensa, e isso já se sente aqui e agora. Em nossas praias, em nossos campos e em todo o mundo. O governo do Brasil tenta frear a derrubada de árvores sem êxito. Como puderam comprovar nossos enviados o Amazonas parece terra de ninguém. Mas seu futuro nos afeta a todos”, conclui.

in Estadão