As organizações não-governamentais são alvo de denúncias constantes de irregularidades, como roubo de material genético e aquisição ilegal de terras públicas para grilagem. Mas, até hoje, poucas investigações resultaram em condenação. A Fundação Amazonas Forever Green foi citada na CPI da Grilagem e teve 172 mil hectares de terras no Sul do Estado de Roraima desapropriados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2001.

– Foi um caso raro – diz o professor Argemiro Procópio Filho, do departamento de Relações Internacionais da Universidade de Brasília. – A corrupção é desenfreada. Molha-se as mãos das autoridades, e assim as irregularidades continuam.

Procópio estuda a presença estrangeira na região há 20 anos. Diz que os garimpos ilegais estão “efervescendo”. O diamante e o ouro são exportados para os países desenvolvidos, via África, por organizações criminosas internacionais. O professor também acusa empresas e ONGs estrangeiras de se aproximarem de índios para fazer biopirataria. E chama a atenção para a responsabilidade que pesa sobre seus próprios colegas de academia pelo crime de biopirataria.

A comunidade acadêmica brasileira tem sua parcela de culpa pela livre exploração de recursos genéticos nativos sem que essa produção se converta em recursos para o país — acusa o professor.

in Rondonotícias