Duas sondagens dos principais institutos brasileiros indicam, pela primeira vez, desde o início da campanha para as presidenciais, a possibilidade de o presidente Lula da Silva não vencer as eleições de hoje já na primeira volta.As sondagens, divulgadas sábado pela Rede Globo de Televisão, indicam que Lula da Silva provavelmente disputará uma segunda volta contra o seu principal adversário, o candidato social-democrata Geraldo Alckmin.

Segundo a sondagem do Instituto Ibope, as intenções de voto de Lula da Silva diminuíram de 48 para 45 por cento, enquanto Alckmin subiu de 32 para 34 por cento, na recta final da campanha.

Em relação aos votos válidos, que excluem votos brancos e votos nulos, Lula da Silva regista 49 por cento, percentagem que indica a possibilidade da realização de uma segunda volta, a 29 de Outubro.

A sondagem do Ibope ouviu 3.010 eleitores em 200 cidades, entre sexta-feira e sábado, com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A sondagem do Instituto Datafolha indicou também uma redução do percentual de intenção de votos de Lula da Silva de 49 para 46 por cento, enquanto Alckmin registou um aumento de 33 para 35 por cento.

Segundo o Datafolha, Lula da Silva detém 50 por cento dos votos válidos, o que também levaria à realização de uma segunda volta, uma vez que a margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Numa eventual segunda volta, Lula da Silva seria eleito com 49 por cento dos votos, contra 44 por cento do candidato Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PDSDB).

O Instituto Datafolha entrevistou 14.798 eleitores em 409 cidades, entre sexta-feira e sábado.

Cerca de 19.000 candidatos disputam hoje as eleições brasileiras para os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, em 26 estados brasileiros e em Brasília.

Os 125,91 milhões de eleitores brasileiros inscritos nos cadernos eleitorais vão eleger os governadores de 26 estados e o de Brasília, além de 27 senadores (um por estado e um por Brasília), o que representa um terço do total de 81 vagas do Senado Federal.

Os eleitores vão eleger igualmente todos os novos representantes para as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, em Brasília, e de todos os parlamentos dos estados, no total de 1.059 deputados estaduais.

Cada eleitor deve assim votar em cinco candidatos, através do sistema de urna electrónica, adoptado no Brasil para evitar fraudes e acelerar a contagem final dos votos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entidade responsável pelas eleições, distribuiu as urnas em 91.244 pontos de votação, sendo 207 deles no estrangeiro.

via Lusa