Setembro 2006


por Renato Gianuca (*) 

Logo ao desembarcar em Manaus estamos na Amazônia distante, um outro país dentro desta nação continental. E surpreende o repórter a pujança econômica de Manaus, após uma primeira visita àquela cidade nos anos 1960, ainda um então jovem e esperançoso estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E ao observador da mídia surgem, ao lado dos modernos shoppings de Manaus, nas suas agora amplas avenidas e viadutos, as bancas de jornais da capital e do vasto interior do estado do Amazonas.E as escolhas para o leitor são bem variadas: há seis jornais diários em Manaus, neste começo do século 21. Ao lado do agora centenário Jornal do Commercio, disputam o mercado da mídia impressa o tradicional A Crítica e os novos – para este repórter – Diário do Amazonas, O Estado do Amazonas, Correio Amazonense e Amazonas Em Tempo. Todos, à exceção do JC de Manaus, no formato tradicional standard.

Esses seis diários manauenses circulam com 50 a 60 mil exemplares, de segunda a segunda. Menos o JC, com uma edição de final de semana datada de “sábado/domingo/segunda”. A jornalista Rosângela Alanís, do setor de imprensa da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), diz que nos finais de semana a tiragem dos seis diários dobra para mais de 100 mil exemplares.

Tanto Rosângela como o jornalista Hudson Braga, ex-editor de A Crítica, afirmam que os mais importantes jornais por lá são a própria A Crítica, mais o Diário e o Correio Amazonense. Este último, dizem, é de família ligada ao político local Amazonino Mendes. A Crítica, bem tradicional, continua com a família Calderaro. Já o Diário, jornal impresso todo em cores, com noticiário atualizado em sua edição de domingo, é do empresário local Cassiano Anunciação. E O Estado, de família do deputado federal Francisco Garcia (PP-AM).

De acordo com os dois jornalistas, só a classe média de Manaus ainda mostra interesse pela mídia impressa. Lá, como aqui, a juventude dourada acompanha as notícias pela internet. O isolamento geográfico do Amazonas e as imensas distâncias entre os municípios levam os jornais da capital ao interior com considerável atraso. Vão de barco, e uns poucos exemplares seguem de avião para assinantes mais abonados.

Desconhecida, rica e pobre

Há atualmente cerca de 150 jornalistas profissionais com carteira assinada nos seis diários de Manaus. E, em função da Zona Franca e do Distrito Industrial, a procura por formados em Jornalismo é crescente. Tanto que a maioria dos diplomados nos três cursos de Jornalismo de Manaus consegue trabalho e fica no Amazonas mesmo. Ao contrário do Rio Grande do Sul, por exemplo, sempre “exportando” jornalistas para o eixo São Paulo-Brasília.

No momento, Manaus e o estado do Amazonas brigam em duas frentes – uma delas é representada pelas queimadas e sua ameaça permanente de destruição da floresta amazônica e sua biodiversidade. Como impedir o avanço do fogo e sua conseqüente contribuição para o aquecimento global?

A outra frente é a TV digital. Manaus deseja fabricar os conversores top set boxes e assiste à disputa interna entre os ministros do Desenvolvimento e o das Comunicações. Os colegas amazonenses afirmam: “Nesses dois pontos, nessas duas batalhas regionais, todos os seis diários jogam juntos. E sem exceções ou divergências”.

Enquanto os âncoras da TV Globo passeiam pelo Brasil, em função das eleições de 1º de outubro, e deixam por momentos os estúdios refrigerados da Vênus Platinada, sua passagem pela Amazônia fortalece a questão regional dessas batalhas de Manaus. E mostram ao resto do Brasil uma região Norte desconhecida, rica e pobre, ao som forte das toadas, música-guia dos bumbás de Parintins. Estado periférico, à semelhança do Rio Grande do Sul, o Amazonas vive suas contradições, à espera de dias melhores. Que virão, certamente.

(*)  Publicado simultaneamente com a versão impressa do jornal Versão, do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Setembro/2006.

O Livro A Imagem Pública de Lula será lançado no cocktail de Abertura da 14ª Semana de Humanidades do CCHLA, dia 2 de outubro, um dia após as eleições presidenciais brasileiras, às 18h, no Hall do Auditório da reitoria da UFRN.

Na campanha presidencial de 1989, a imagem pública de Lula era de um sindicalista corporativista que entra na política para defender o interesse dos trabalhadores, emblematizada no slogan trabalhador vota em trabalhador. Em 1994, houve uma evolução desta posição, com um discurso mais amplo buscando o apoio de outros setores da sociedade, mas, novamente, a tentativa de se contrapor à mídia (mais do que ao Plano Real em si) levou a uma imagem negativa do petista em relação ao futuro. Em 98, sempre batendo de frente com a mídia, Lula ficou com uma imagem pública de despreparado para enfrentar para crise econômica internacional.

Mas, em 2002, a imagem do Lula radical, agressivo, crítico, negativo, destrutivo, intransigente deu lugar à imagem do Lula light, de discurso moderado, o Lulinha paz e amor, Lula, o negociador, Lula encarnando a esperança contra o medo. Após três eleições nadando contra a corrente midiática, em 2002, Lula decidiu voar a favor do vento e construiu, em conjunto com a mídia que tanto combateu, a imagem de negociador pacifista, ideal para o governo democrático.

Houve uma mudança histórica de comportamento em relação às eleições anteriores, uma vez que os eleitores que votavam em adversários, desta vez, resolveram elegê-lo. Vários fatores contribuíram para esta mudança.

Então, as perguntas: qual foi a mudança? Foi apenas uma mudança no discurso e na atitude política do PT que atraiu espontaneamente os eleitores mais conservadores? Ou houve realmente um forte desejo de mudança por parte da população? Ou será que marketing político de Lula foi mais efetivo com Duda Mendonça do que com outros marqueteiros e publicitários? Ou ainda terá sido a crise no modelo neoliberal, as fraturas no bloco dominante e das oligarquias políticas tradicionais que propiciou a chegada da esquerda à Presidência da República? E a pertinência do programa do PT, as alianças sociais e partidárias, a escolha do candidato à vice, a campanha publicitária na TV e no rádio, a sintonia de Lula com o sentimento popular e sua performance na imprensa – e se considerando que cada um desses fatores contribuiu para vitória de Lula – qual o peso de cada um na sua eleição?

E mais: como entender o favoritismo de Lula em sua quinta campanha, independentemente do fraco desempenho de seu primeiro governo e da complicada situação de seu partido? Decifra-me ou te devorarei – A imagem pública de Lula no horário eleitoral nas campanhas presidenciais de 1989, 1994, 1998 e 2002 resume a tese de doutorado em Ciências Sociais (UFRN, 2006) do professor de Comunicação Marcelo Bolshaw Gomes. Parte da pesquisa, com clipes e vídeos comentados dos melhores momentos dos horários eleitorais das campanhas presidenciais, podem ser visto no site Quatro Vezes Lula-lá.

in Decifra-me ou te devorarei – A imagem pública de Lula no horário eleitoral nas campanhas presidenciais de 1989, 1994, 1998 e 2002, de Marcelo Bolshaw Gomes, EDUFRN –, João Pessoa, 2006; e-mail: edufrn@editora.ufrn.br

 

A partir de domingo, dia 1 de Outubro, e até Março do próximo ano fica proibida a pesca do tambaqui. A medida insere-se na política preservação da espécie através da imposição de um período de defeso. Até à mesma data e após 15 de Novembro, mais seis espécies entram em defeso: marapá, pirapitinga, curimatã, pacu, sardinha e aruanã.  A pesca do pirarucu está proibida durante todo o ano.  [ler]

via Agência Amazônia

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Remote Amazon town to get wireless Internet (Australian Broadcasting Corporation):
US computer chip giant Intel has unveiled a plan to build a wireless network in the Brazil town of Parintins to give the Amazon rainforest community high-speed Internet access.in ABC News

Intel promove acesso à Internet na Amazónia com WiMAX 

A Intel continua a investir no desenvolvimento tecnológico dos países menos desenvolvidos através do seu programa “World Ahead”. Desta vez foi a cidade de Parintis, uma ilha da Amazónia, a escolhida para levar a cabo as acções de promoção do acesso à Internet sem fios (WiMax) que irão ligar um centro cultural, uma universidade e colégios públicos.

Craig Barrett, Presidente da Intel afirma que, com a implementação da tecnologia na cidade, os mais 114 mil habitantes da região terão acesso a conteúdos que até aqui seriam de acesso impossível devido às condições existentes na localidade.

Frank Bi Garcia, Presidente da Câmara de Parintins mostrou o seu reconhecimento da iniciativa uma vez que se encontram “isolados e não existem condições para receber Internet por cabo”.

A “Cidade Digital de Parintins” é o resultado da união de esforços entre o Ministério das Comunicações brasileiro, a Cisco e a Proxim – que forneceram os equipamentos -, a Embratel – responsável pela comunicação via satélite e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações que implementou o sistema. Por outro lado a Intel é a responsável pela tecnologia WiMax e pela formação dada aos professores que irão colaborar com o programa.

O programa “World Ahead”, promovido pela Intel, tem como objectivo levar as novas tecnologias a países sub-desenvolvidos. Para isso a fabricante norte-americana irá investir mil milhões de dólares nos próximos cinco anos.

Em breve serão lançados projectos semelhantes em África, Ásia e Médio Oriente.
in Tek Sapo

violenciamulher-grande.jpgEm pleno século XXI, ainda existem muitas mulheres que sofrem em silêncio situações de violência doméstica. Em Manaus, os números são cada vez maiores. Este ano, mais de sete mil já recorreram a Delegacia da Mulher para denunciar maus tratos e agressões, na maioria das vezes, causadas pelo próprio companheiro.

No passado dia 22 de Setembro entrou em vigor a lei Maria da Penha, em homenagem a uma vítima de agressão que ficou paraplégica depois de ser atingida a tiro pelo marido, no estado do Ceará. Com a nova lei o infrator que cometer crimes de violência contra a mulher pode cumprir até três anos de prisão.

Na antiga lei, o infractor que cometesse qualquer tipo de violência contra a mulher era punido apenas com o pagamento de cestas básicas a instituições filantrópicas ou trabalhos comunitários.

Pelos dados da delegacia especializada em crimes contra a mulher, de Janeiro a Agosto do ano passado, foram registados 6 mil 180 casos de violência. Em 2006, no mesmo período, os ataques contra a mulher foram ainda maiores: 7 mil 109 registos.

BBC vai filmar documentário no Amazonas: AQUI
Rede Discovery vai gravar programa no Amazonas: AQUI

cineastatizuka20.jpgA transformação da indiazinha Zeneida em pajé da tribo Caruana – dos 11 aos 17 anos – e a relação mística dos índios com a natureza, vital para a sobrevivência, serão os temas centrais do filme Amazônia Caruana da cineasta Tizuka Yamasaki, que começa a rodar no final de outubro.É um longa metragem que será rodado na Ilha do Marajó, no Pará, e que levará para as telas, além de grandes nomes nacionais, atores e atrizes da região. Entusiasmada, a cineasta diz que vai mostrar a beleza da natureza amazônica e também o talento e a beleza do povo.

Ela analisa que será preciso vencer os riscos de filmar usando luz natural, enfrentar a inconstância do clima – chuva, sol, calor, maré baixa, maré alta, mas que será uma oportunidade de mostrar ao mundo, os efeitos da ação do homem sobre a natureza e a necessidade de respeitá-la.

Urbana, nascida no Rio Grande do Sul, Tizuka assustou-se com a exuberância da floresta amazônica e mais ainda com a afinidade que surgiu entre ela e a personagem principal do filme – a hoje pajé Zeneida Lima, poeta, escritora que registrou para o mundo O Mundo Místico dos Caruanas da Ilha do Marajó.


in Agência Amazônica

Entrevista de Tizuka Yamasaki– in O Liberal

A cineasta gaúcha Tizuka Yamazaki, 56 anos, entende que para defender a floresta amazônica é preciso conhecê-la. Por isso pretende concretizar o projeto que vai contar a vida da pajé paraense Zeneida Lima de Araújo, 71 anos, no filme “Ave Caruana”, com base no livro “O Mundo Místico dos Caruanas da Ilha do Marajó” (*), escrito por Zeneida.Grande nome do Festival de Gramado no ano passado, quando levou quatro prêmios pelo filme “Gaijin – Ama-me como Sou” (melhor direção, filme, atriz coadjuvante e música), Tizuka esteve na semana passada no Marajó e em Belém, onde participou de uma reunião com cineastas, produtores e críticos paraenses, como Luzia Miranda Álvarez, Caíto Martins, Jorane Castro e Emanoel Freitas, no Belém Hilton Hotel. A cineasta obteve a sinalização do governo do Estado e da prefeitura de Belém para a infra-estrutura necessária ao filme. Confira, a seguir, a entrevista concedida ao Cartaz:

Qual o motivo da vinda a Belém?
Há anos venho propondo a realização do filme “Ave Caruana”, sobre a história da pajé Zeneida Lima, num contexto de meio ambiente. Esse filme será rodado em Belém, no Pará, na Ilha do Marajó, especificamente. É uma história da Ilha do Marajó, mas que também se estende a Belém. O personagem protagonista é Zeneida criança e numa outra fase adulta.

O que lhe atrai na história de Zeneida?
Ela é a mais significativa representante da cultura cabocla. Eu acho que a cultura cabocla no Brasil ainda é segregada pela cultura de elite, e a minha tarefa como cineasta é valorizar os elementos culturais, a cultura que não tem o seu devido lugar no respeito da sociedade brasileira.É algo diferente do que você fez em “Gaijin”, que abordou a cultura oriental?
Não. É a mesma coisa. “Gaijin” falava de imigrantes. Na época em que fui fazer o primeiro filme, disseram que histórias de imigração não rendiam um filme. Mas é mentira. O imigrante merece todo o nosso respeito. Eu o coloquei num patamar merecido, entendeu? Isso não aconteceu apenas com os imigrantes japoneses, mas com todos os outros imigrantes. Hoje se olha o imigrante com respeito.

E a partir da história de Zeneida a cultura cabocla será tratada com respeito?
Claro. A gente tem que ter essa atenção, isso faz parte da história do Brasil. Por que temos que ter vergonha da nossa miscigenação? Os caruanas são uma leitura nova e diferenciada da construção do universo, da construção do mundo, do olhar ao nosso redor. Então, o olhar, sob a ótica de um caboclo, que vem com essa cultura toda, que tem um outro mito de construção do mundo, que tem um respeito pela natureza, é extremamente importante. Caruanas são energias. São onze caruanas que, digamos assim, zelam, protegem a natureza.A cultura cabocla, antes de mais nada, revela o que a natureza tem de mais rico. Você só pode defender a floresta amazônica se você gosta dela. Para gostar, você precisa conhecer. Então, eu quero através da Zeneida, conhecer esse assunto. Eu acho que a população também. Existe o lado científico da coisa, mas vou mostrar nesse filme o lado místico da floresta, que acho extremamente importante.Carreira
A gaúcha Tizuka Yamasaki começou sua trajetória no cinema como assistente de direção no filme “O Amuleto de Ogum” (1974). Com seu primeiro trabalho solo, “Gaijin – Os Caminhos da Liberdade” (1980), que mostra a saga do processo de adaptação dos imigrantes japoneses no Brasil, ganhou vários prêmios, entre eles, o de melhor filme nos festivais de Havana e Nova Délhi, cinco Kikitos de Ouro no Festival de Gramado e menção honrosa em Cannes, o mais importante festival de cinema do mundo.

Depois, filmou “Parahyba, Mulher-Macho” (1983), “Patriamada” (1984), “Fica Comigo” (1998) e, no período de entressafra do cinema nacional, se enveredou para a televisão, dirigindo séries e novelas como “Kananga do Japão” (1989), sucesso na extinta TV Manchete, e a versão para a telinha de “O Pagador de Promessas” (1988), da TV Globo. Durante os anos 90 e 2000, dirigiu os filmes infantis “Lua de Cristal” (1990), “O Noviço Rebelde” (1997), “Xuxa Requebra” (1999) e “Xuxa Popstar” (2000). Em 2005, lançou a continuação de “Gaijin”, intitulado “Ama-me Como Sou”, que levou quatro Kikitos de Ouro no Festival de Gramado.

Depoimento em video gravado para a TV Senado: AQUI

zeneidalima.jpgEm sua casa, em Soure, no Marajó, Zeneida Lima conta que conhece Tizuka Yamazaki desde 1999, após o livro “O Mundo Místico dos Caruanas da Ilha do Marajó” ter-se tornado o enredo “Pará – O Mundo Místico dos Caruanas, nas Águas de Patu-Anú”, da escola de samba carioca Beija Flor de Nilópolis.

Com esse enredo, em 1998, a agremiação dividiu o título de campeã do Carnaval do Rio de Janeiro com a Estação Primeira de Mangueira, que naquele homenageou o compositor Chico Buarque.

No livro, que serve de base para “Ave Caruana”, está a vida e a função desenvolvida por Zeneida Lima como pajé cabocla. “Quando acabaram os índios do Marajó, a cultura deles, incluindo a pajelança, foi repassada aos caboclos. Eu fui sentada pajé aos onze anos de idade, quer dizer, fui feita pajé pelo mestre Mundico de Maruacá, do município de Salvaterra”.

Zeneida Lima que, além de trabalhar com o tratamento espiritual por meio dos bons espíritos da floresta ou caruanas, mantém uma ONG batizada de Instituição Caruanas do Marajó Cultura e Ecologia, que cuida da educação fundamental de 340 crianças do Soure, um dos 16 municípios que formam o arquipélago da Ilha de Marajó.

Zeneida explica que a pajelança cabocla é uma forma de amor à natureza. “É a cura para doenças, através de ervas, sementes, flores e raízes”. Ela conta que na Amazônia existem muitos pajés. Para se tornar um deles, Zeneida passou dois anos estudando. “Não é um milagre, não é só fazer um chá. Ele tem que estar dosado. Doenças como a tuberculose, lepra e câncer têm que ser tratadas com a pajelança logo no início, se não não adianta, e tem que passar para o médico”.

Com o ginásio completo, Zeneida Lima pretendia ser advogada, como o pai Angelino Rodrigues de Lima. Mas seguiu a função de pajé. “No processo de cura é muito importante o estado emocional da pessoa. Às vezes a pessoa cria doenças a partir do sistema nervoso, e aí se tem que fazer com que ela perca essa idéia fixa”.Ela não esconde a alegria de contribuir para divulgação da cultura paraense fora das fronteiras do Estado. “Eu me sinto muito feliz de mais uma vez contribuir para elevar o nome do Pará”. Com quatro filhos biológicos, seis adotados no Rio de Janeiro e três netos, Zeneida enfatiza que a cultura cabocla “não é estrangeira, não é importada”. “A nossa cultura é dos índios. Todos os índios praticam a pajelança. Eu trabalho com a pajelança do Marajó, que é baseada nas energias provindas das águas (os caruanas)”.

Zeneida informou que nas conversas com Tizuka e equipe foi confirmada a presença dos atores Dira Paes e José Wilker no elenco do filme, além da atriz Sônia Braga.

in O Liberal

(*) Lima, Zeneida.
O mundo místico dos caruanas da Ilha do Marajó
Belém, Pará : Edições CEJUP, [2002]
Perkins 981.1500498 L732, M965, 2002

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