antonio_paulo.jpg António Paulo
Jornalista e correspondente do jornal A Crítica, de Manaus (AM), em Brasília.
E-mail: antoniopaulobr@yahoo.com.br

Reage, Amazônia!
Se a população da Amazônia (e do Brasil) também reagisse a grande quantidade de prefeitos e agentes públicos que desviam e roubam os recursos públicos dos grandes, médios e pequenos municípios já estaria na cadeia. Para demonstrar com números, resolvi fazer um levantamento no site do Tribunal de Contas a fim de saber quantos prefeitos e ex-prefeitos dos Estados amazônicos foram condenados e quantos recursos foram desviados.

A lista dos “inelegíveis” da Amazônia
A sociedade civil organizada, constituída pelos movimentos sociais, as organizações não-governamentais, a Igreja – aquela comprometida com os mais pobres e com os direitos dos cidadãos -, sindicatos e associações de classe, as populações tradicionais da Amazônia, o povo brasileiro, enfim, deveria iniciar um movimento político com o seguinte lema: “Nas eleições de outubro, não vote em candidato que tenha se envolvido em escândalos de corrupção; que esteja respondendo a processo na Justiça por improbidade administrativa, peculato e demais crimes que mancham a ética e a moralidade na gestão dos recursos”.
Dos 2,9 mil nomes que o TCU entregou, no início de julho de 2006, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de pessoas que foram condenadas por irregularidades na gestão dos recursos públicos, 796 são da região Norte. O Pará lidera com 240 possíveis inelegíveis para essas eleições, seguido do Amazonas (184) e depois o Amapá (145).