Sediado no município de Eirunepé, no sudoeste do estado do Amazonas, o Projeto atende o povo Kulina do rio Juruá, com uma população de cerca de 1.600 pessoas, distribuídas entre as áreas indígenas Kulina do Médio Juruá, com 770.300 hectares nos municípios de Eirunepé e Ipixuna, e Cacau do Tarauacá, no município de Envira.

Os Kulina denominam-se Madija, que significa gente ou povo, e falam uma língua da família Arawa.

Mantiveram contatos com a empresa seringalista a partir da metade do século 19, sofrendo “expedições punitivas” que, ao lado das epidemias, foram responsáveis pela dizimação de grande parte de sua população.

No entanto, ao longo desse processo histórico adquiriram formas peculiares de salvaguardar sua organização, suas crenças, seus costumes e sua língua.

Em parceria com outras entidades de apoio, a OPAN marca presença entre os Kulina desde 1976, no alto Purus e no Envira. A organização das comunidades e o despertar para seus direitos resultou, em 1984, na proposta de demarcação pelos próprios índios das terras indígenas no alto rio Purus.

A partir de 1990, a OPAN decidiu retomar a atuação nas aldeias Kulina do médio Juruá, e até hoje o Projeto Kulina ali vem desenvolvendo atividades de formação política, educação para a saúde e defesa da terra. Também ali os Kulina decidiram pela demarcação de seu território, processo que foi concluso em 1998 e obteve o reconhecimento da FUNAI.

Fonte: Opan