Projectos Ambientais


At the first global gathering of Indigenous Peoples on climate change, participants were outraged at the intensifying rate of destruction the climate crisis is having on the Earth and all peoples.

Participants reaffirmed that Indigenous Peoples are most impacted by climate change and called for support and funding for Indigenous Peoples to create adaptation and mitigation plans for themselves, based on their own Traditional Knowledge and practices. Indigenous Peoples also took a strong position on emission reduction targets of industrialized countries and against false solutions.

The majority of those attending looked towards addressing the root problem – the burning of fossil fuels – and demanded an immediate moratorium on new fossil fuel development and called for a swift and just transition away from fossil fuels.

“While the arctic is melting, Africa is suffering from drought and many Pacific Islands are in danger of disappearing.  Indigenous Peoples are locked out of national and international negotiations,” stated Jihan Gearon, Native energy and climate campaigner of the Indigenous Environmental Network. “We’re sending a strong message to the next UN Framework Convention on Climate Change this December in Copenhagen, Denmark that business as usual must end, because business as usual is killing us.  Participants at the summit stood united on sending a message to the world leaders in Copenhagen calling for a binding emission reduction target for developed countries of at least 45% below 1990 levels by 2020 and at least 95% by 2050.”

“In Alaska, my people are on the front lines of climate change and are devastated by the fossil fuel industry,” related Faith Gemmill, Executive Director of Resisting Environmental Destruction on Indigenous Lands (REDOIL).  “Alaska natives network and we are fighting back.  We recently won a major battle last week as the District Court of Columbia threw out a plan to access 83 million acres of the Outer Continental Shelf that was driven by Shell Oil. Shell has a long history of human rights violations, for which many have suffered and died, like Ken Saro-Wiwa of the Ogoni People in the Niger Delta of Africa.”

Tom Goldtooth, Indigenous Environmental Network’s Executive Director, commented, “We want real solutions to climate chaos and not the false solutions like forest carbon offsets and other market based mechanisms that will benefit only those who are making money on those outrageous schemes ”  He added, “For example one the solutions to mitigate climate change is an initiative by the World Bank to protect forests in developing countries through a carbon market regime called Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation or REDD.”  He concluded, “Don’t be fooled, REDD does nothing to address the underlying drivers of deforestation.”

At a World Bank presentation at the global summit, Egberto Tabo, General Secretary of COICA, the Coordinating Body of Indigenous Organizations in the Amazon Basin denounced “the genocide caused by the World Bank in the Amazon.” Mr. Tabo also categorically rejected the inclusion of forests in the carbon market and the Bank’s funding of REDD. The World Bank’s representative, Navin Rai admitted that “the Bank has made mistakes in the past..We know that there were problems with projects like the trans-amazon highway.” But REDD, he argued would not be more of the same. However, indigenous leaders at the global summit were unconvinced by his assurances and the Work Bank presentation ended with a Western Shoshone women’s passionate appeal to the Bank to stop funding projects that endanger the survival of indigenous peoples.
Source: Global Justice Ecology
Published Monday, 27 April, 2009 – 13:19

Assine contra a MP que acabará com as florestas
A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada uma medida feita sob encomenda para acelerar as obras de infra-estrutura previstas no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), capitaneado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Em um ato de oportunismo político, o deputado petista José Guimarães (CE) “enxertou” na Medida Provisória (MP) 452 uma emenda que dispensa de licenciamento ambiental prévio as obras em rodovias brasileiras. Originalmente, a MP 452 tinha como propósito modificar a lei que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB). Como se não bastasse, a emenda estabelece ainda prazo máximo de 60 dias para a concessão da licença de instalação. Ao final desse prazo, a licença será automática.

A destruição da Amazônia não provoca apenas perda acelerada da biodiversidade e impactos no modo de vida da população local. O desmatamento é também a principal fonte de emissões de gases do efeito estufa no Brasil, colocando o país na posição de quarto maior poluidor do clima global.

Várias iniciativas como essa e o Projeto Floresta Zero, em tramitação no Congresso Nacional, colocam em xeque as metas de redução de desmatamento assumidas internacionalmente pelo governo brasileiro no Plano Nacional de Mudanças Climáticas. A MP 458 segue agora para o Senado e, se aprovada, pode causar danos sem precedentes ao meio ambiente, em particular à Amazônia e ao clima global.

O futuro da floresta – e das futuras gerações – depende das escolhas que fazemos hoje. Diga aos senadores que você é contra a aprovação desta emenda e a favor do desmatamento zero.
Zerar o desmatamento é a principal contribuição do Brasil na luta contra as mudanças climáticas.

Clique aqui e participe!

Seu gesto vai fazer a diferença!

Today we’re congratulating one of the world’s best photographers Daniel Beltrá, who has often worked with us on forest and climate campaigns. He has just won the new Prince’s Rainforests Project Award at the prestigious Sony World Photography Awards. Most of Daniel’s pictures in the competition were taken while he was working on our campaigns in the Amazon and Indonesian rainforests.

In a video message at the awards night, in Cannes, France – HRH The Prince of Wales, said:

“Photographic imagery can tell a compelling story about the truth of the situation and, the truth is, if we lose the fight against tropical deforestation, then we lose the fight against climate change.”

Daniel, a Spanish photographer now based in Seattle, beat off stiff competition from some of the world’s finest environmental photographers. Upon receiving the award he said:

“This award is a great honor and I am thankful to the Prince’s Rainforest Project, Greenpeace and the Indigenous people whose help was invaluable. The greatest reward however would be if the photos alerted world leaders to the urgent need for forest protection. Rainforest’s are being destroyed at an incredible rate and under horrible circumstances. This is a catastrophe, not only for those who call the forests home, but for the rest of civilization, which stands to lose both a natural wonder and a natural protection against dangerous climate change. It is imperative that heads of state meeting this December at the Copenhagen Climate Summit, understand the urgency of the situation; I hope my photos can help.”

As the winner of this award Daniel will receive funding to photograph the rainforests of the world, and the impacts of deforestation. The resulting images will be exhibited globally, and will form part of a book highlighting the plight of the world’s rainforests. We wish Daniel all the best of luck with this project and look forward to seeing more of his outstanding images!

* via Greenpeace

A principal empresa de investigação agropecuária do Brasil, Embrapa, informou hoje que pretende garantir a preservação de sementes específicas brasileiras (autóctones) no depósito de sementes mundiais, inaugurado terça-feira na Noruega.

    O também designado “Banco Mundial de Sementes”, situado dentro de uma montanha gelada, no arquipélago norueguês de Svalbard, no Árctico, foi criado para proteger milhões de sementes alimentares afim de preservar a diversidade vegetal mundial, ameaçada pelas catástrofes naturais, guerras e as alterações climáticas.

    Descrita também pelos seus arquitectos como a “Caixa Forte do Dia do Juízo Final”, esta “Arca de Noé Vegetal” tem capacidade de fornecer 4,5 milhões de sementes e proteger as mesmas de catástrofes naturais e artificiais. Foi construída para resistir a um terramoto ou um ataque nuclear.

    A empresa estatal brasileira de pesquisa agropecuária Embrapa, em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, informou num comunicado que o objectivo é duplicar as sementes de quase 400 espécies, que serão acumuladas em câmaras para depois enviar para o banco global de sementes de Svalbard.

    O director geral da Embrapa, José Manuel Cabral, assegurou que a empresa recebeu no ano passado um convite de Noruega para participar no depósito global.

    Após o convite da Noruega, a Embrapa irá depositar uma cópia das sementes autóctones dado que este banco é o “mais seguro em termos físicos e ambientais”.

    Além do mais, este depósito oferece uma nova “garantia de segurança para que as espécies não sejam extintas”, adiantou Cabral.

    A Embrapa adiantou que, no momento, está analisar a possibilidade de mudar para o banco norueguês não só as espécies autóctones, mas também outras que se adaptaram ao clima brasileiro e que constituem a base da alimentação neste país.

    A empresa, considerada a principal no Mundo na área da investigação em agricultura tropical, encontra-se ainda a analisar as condições legais do contrato com a Noruega, bem como a própria legislação brasileira.

    Este projecto está englobado no fundo para a Confiança de Diversidade de Colheita Global, fundado pela ONU para a Alimentação e Agricultura da Organização e Biodiversidade Internacional.

    Cada cofre do banco norueguês tem capacidade para 1,5 milhões de pacotes de todo o tipo de sementes.

Fonte: LUSA
Caros amigos(as) brasileiros(as),

Chegou a hora da comunidade brasileira demonstrar sua força. Essa quinta-feira o representante especial das mudanças climáticas do Itamaraty, o Embaixador Sérgio Serra, irá oficialmente receber nossa petição de mais de 375.000 nomes de todos os cantos do planeta.

Depois de uma semana emocionante no encontro do G8+5 na Alemanha, onde marcamos uma forte presença contra o aquecimento global, a entrega oficial da petição em Brasília fecha esse ciclo com chave de ouro. O governo brasileiro está formalmente reconhecendo a importância da nossa petição – a maior do mundo contra o aquecimento global – e com muito orgulho vamos levá-la até Brasília.

Nos ajude a conseguir ainda mais nomes brasileiros! Encaminhe esse email para seus amigos e peça para eles assinarem também a petição, basta clicar no link abaixo:

http://www.avaaz.org/po/climate_summit/

Justamente na semana que antecedeu o G8+5, Bush anunciou que não aceitaria a proposta da Alemanha contra o aquecimento global – a reação foi clara – nossa petição cresceu de 165.000 assinaturas para 375.000. Esse incrível crescimento foi justamente o que precisavamos – o principal negociador do governo da Alemanha para o G8 concordou em se reunir conosco se comprometendo a levar nossa mensagem para as reuniões de alto escalão do encontro. Ao final da semana saiu a decisão do G8+5: lançar ainda esse ano as negociações por um novo tratado climático, demanda pela qual viemos lutando desde fevereiro.

Não podemos saber exatamente que impacto tivemos, mas sabemos que fomos ouvidos. Agora chegou a hora de levar nossas vozes para o Itamaraty. O governo brasileiro tem uma influência importante sobre as políticas internacionais, por isso precisamos mostrar para eles que os brasileiros querem atitudes concretas contra o aquecimento global.

Assine a petição: http://www.avaaz.org/po/climate_summit/

Os governos, um após a outro, estão reconhecendo a preocupação do mundo com o clima. Uma petição global, de todos as nações, mostra que o mundo nunca esteve tão unido por uma causa tão importante.

Faça parte dessa campanha e desse movimento, assine a petição, encaminhe para seus amigos e se inscreva para receber nossos alertas:

http://www.avaaz.org/po/climate_summit

Com esperança,

Ben, Graziela, Ricken, Paul, Galit, Iain, Lee-Sean, Ji Mi, Janet, Hannah, Milena, Dmitry, Tom – a equipe da Avaaz

P.S. – Se você está perto de Brasilia e quer participar da entrega da petição enviee um email para – portugues@avaaz.org


 


First, thanks for all your efforts to give indigenous leaders the opportunity to voice their opposition to petroleum development in the Amazon at the Houston Petroleum Club. The trip was quite successful. National and international allies staged an important protest outside the venue, while the vice president of AIDESEP (the Inter-ethnic Development Association of the Peruvian Amazon), Robert Guimaraes, took the opportunity to speak to potential investors and let them know the risks of investing in oil development in the Amazon.

Unfortunately, two of the three Shipibo delegates were not able to make the trip because their visas were denied by the US government. In many respects, this symbolizes the obstacles that indigenous people face in participating in global dialogue that are crucial in exercising the right to determine their own “development” path.



The good news is that Robert Guimaraes was able to deliver a powerful message to potential investors and to Perupetro, Peru’s hydrocarbon licensing agency. Quoting Robert Guimaraes, “We request that you exclude those blocks that overlap communal indigenous territories. More that 80% of the population in Corrientes river, mostly children, have cadmium and lead in their blood. Just as for you there are things that cannot be negotiated, for us some things, like indigenous land, cannot be negotiated.” The cadmium and lead that Robert refers to is the result of over 30 years of Oxy Petroleum operations in Northern Perú, where the Achuar people have been severely affected.



The Peruvian government’s latest efforts to place the Amazon region in the hands of oil developers puts the entire Amazon at risk, especially indigenous people in voluntary isolation, and clearly violates international rights benchmarks such as Free, Prior and Informed Consent, contained in the recently approved UN Declaration on the Rights of Indigenous Peoples (of which Peru is a signatory). It is precisely the Peruvian government’s rather shameful attempt to manipulate, distort, and even suppress indigenous opposition to oil development that makes it so important to support indigenous leaders efforts to make their voices heard at international venues such as Perúpetro’s Houston road-show. Otherwise, potential investors not only get a distorted view of indigenous opinion, but local indigenous people are excluded the global decision-making process that directly affect their lives.



Given that two of the delegates weren’t able to come to Houston, we would like to continue with our efforts to support these types of crucial interventions. Perupetro is planning another event in August, again designed to divvy up the Amazon for even more oil development. With your continued support, we would like to help these delegates make their presence at this event as well. And hopefully the impact will be even greater.



The Village Earth Team
Kristina Pearson <kristina@villageearth.org>

Indigenous Leaders Speak Out

Indigenous LeadersThe Peruvian government, recently, has been involved in an intense campaign to exploit oil and gas resources in the Peruvian Amazon: as of 2007, more than 70% of the Amazon region has been marked for oil and gas development. This number has increased drastically, given that in 2004 only 13% of the area was in the hands of oil and gas companies. Given the ugly history of oil development in the region, indigenous people who make their home in the Amazon are extremely worried about the potential environmental, social, economic, and cultural consequences of such a massive influx of oil and gas exploitation. Moreover, the imposition of oil and gas development in the region without indigenous consent represents a violation of indigenous rights (national and international) to determine their own development path (e.g. ILO 169).

Given the power of the Peruvian state and transnational oil companies to control and manipulate the process of oil development (this means marketing, selling, and facilitating oil exploration, exploitation, and production), AIDESEP (the Interethnic Development Association for the Peruvian Jungle) and FECONAU (Federation of Native Communities from the Ucayali Region of the Amazon) have asked for our assistance in making indigenous voices (protest) heard at the highest levels. On February 8th, 2008, in Houston, TX, Perupetro is sponsoring an event that is primarily designed to convince potential investors of the benefits of oil development in Peru. Contrary to Peruvian State’s pro-development discourse, leaders of AIDESEP and FECONAU want to manifest their opposition to oil and gas development in Peru and to firmly reject the entrance of petroleum companies on their communal territories. This decision was made on the 22nd of January in a FECONAU conference, with the presence of 120 indigenous leaders, where three (3) delegates were elected unanimously to send a message of protest at the Houston meeting.

What they are asking for:

One plane ticket from Lima to Houston.
Logistical support for food and hotel for a contingency of 4 people.
Transportation (car rental).

WE NEED YOUR HELP!
As you know, Village Earth has been in alliance with Shipibo leaders and indigenous organizations in the Amazon working for their rights to self-determination for over three years now. They are relying on us and our network of supporters to let their voice be heard. This is a seminal moment in protecting both the Amazon rainforest and indigenous livelihoods – WE HAVE TO ACT FAST and WE NEED YOUR SUPPORT!
Contact:
Village Earth
970-491-5754
by kristina@villageearth.org

CONCESSÃO DE FLORESTAS

Governo anuncia até o fim do mês os vencedores da licitação da primeira concessão de florestas públicas para a iniciativa privada. Catorze empresas disputam três unidades de manejo, que poderão ser exploradas por 40 anos. Enquanto isso, projeto “floresta zero” avança no Congresso.

RIO DE JANEIRO – O governo federal vai anunciar até o fim deste mês quais são as empresas vencedoras do processo de licitação para a exploração econômica de três áreas na Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia. A expectativa em torno do anúncio é grande, pois esta é a primeira concessão de floresta pública feita pelo governo desde que o modelo, previsto na Lei de Gestão de Florestas, foi aprovado. Os primeiros envelopes da licitação foram abertos pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) na quarta-feira (9). Catorze empresas, quase todas madeireiras, apresentaram um total de 19 propostas de gestão e exploração, que serão avaliadas nas próximas semanas pelos técnicos do governo.

A área total da Floresta do Jamari é de 222 mil hectares, mas somente 96 mil hectares, divididos pelo SFB em três unidades de manejo, foram incluídos na licitação. Cada unidade terá, respectivamente, 46 mil, 33 mil e 17 mil hectares, mas uma mesma empresa ou grupo de empresas somente poderá adquirir uma unidade. O período de concessão será de 40 anos, ao longo dos quais a empresa concessionária se compromete a conservar a floresta e somente extrair dela seus produtos _ árvores, raízes, resinas, sementes, cascas de árvore, óleos, etc. _ de forma ambientalmente sustentável, com técnicas de manejo fiscalizadas pelo governo.

De acordo com o estabelecido pela lei, as empresas que vencerem a licitação terão que se comprometer também a não intervir nas atividades extrativistas das populações que tradicionalmente habitam a Floresta do Jamari, como, por exemplo, a coleta do açaí. Um dado importante que será levado em consideração pelo governo na hora de escolher os vencedores, muito mais do que a própria oferta de preços, será sua capacidade de gerar emprego e renda na região sem degradar a floresta.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que “irão ganhar a concessão para a exploração da floresta as empresas que tiverem as melhores propostas do ponto de vista ambiental, social e econômico”. A ministra ressaltou que o maior objetivo do plano de concessão à iniciativa privada é a conservação das florestas nacionais, e que isso será analisado com rigor pelo governo: “A proposta ambiental de manejo tem que ser altamente rigorosa e cuidadosa, para que a exploração seja também uma estratégia de conservação”, disse.

“Em segundo lugar, que a proposta de manejo tenha capacidade de rendimento do ponto de vista econômico, para que possamos maximizar os lucros, as vantagens, os benefícios econômicos. E, em terceiro lugar, que seja capaz de gerar benefícios sociais, porque, afinal de contas, você tem na Amazônia mais de 20 milhões de seres humanos que precisam viver com dignidade”, concluiu a ministra.

O governo, segundo Marina, irá também monitorar em tempo real todos os processos de exploração de floresta pública, a começar pelo Jamari: “Estamos criando um sistema de monitoramento por satélite só para a exploração florestal, que seja em tempo real, exatamente para evitar que a gente tenha que depois chorar pelo leite derramado”, afirmou a ministra em entrevista à Rádio Nacional. O sistema deverá ser criado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

PL “Floresta Zero” avança

Enquanto fala em rigor na fiscalização das concessões para exploração florestal, o governo deve ficar também de olho para não sofrer um revés em outra frente. Numa das últimas reuniões antes do recesso parlamentar em dezembro do ano passado, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, dominada pela bancada ruralista, aprovou o Projeto de Lei 6424/05, que altera o Código Florestal e reduz a área de Reserva Legal na Amazônia ao permitir que até 30% das áreas desmatadas possam ser recompostas em outras regiões, num sistema de “compensação”, ou com espécies exóticas ao ecossistema amazônico, incluindo as palmáceas e oleaginosas destinadas à produção de biocombustíveis.

Batizado de “Floresta Zero” pelo movimento socioambientalista, o PL passará ainda pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara, onde deverá ser reprovado. Mas, é na sua provável ida para votação em plenário que reside o perigo para o governo. A possibilidade de que o poder da bancada ruralista faça com que ele seja aprovado já assusta os ambientalistas: “O projeto de lei vai na contramão dos compromissos do governo para conter o desmatamento. Além da pressão que as espécies exóticas vão exercer sobre a Amazônia, esse sistema de compensação iria incentivar a criação de áreas inteiras livres de floresta”, afirma Sérgio Leitão, que é coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace.

Autorizar soja transgênica só pode trazer prejuízo ao Brasil. Contas mirabolantes e dados confusos: este é o balanço da argumentação favorável à liberação do produto no Brasil. Nada autoriza a pensar que ela seja mais produtiva ou econômica do que a soja tradiiconal.

 

 

O jornal “O Estado de São Paulo” publicou há algumas semanas, com grande destaque, matéria onde afirmava que o Brasil perdeu 26 bilhões de reais desde 1996 por não ter liberado a produção comercial de transgênicos já a partir daquele ano. A matéria está baseada em estudo da empresa de consultoria econômica Céleres, de Minas Gerais, e causou total incredulidade a quem acompanha o tema, pois nem os propagandistas mais ferrenhos ousaram, até então, afirmar cifras tão gigantescas.

O estudo não só foi amplamente divulgado pela mídia como valeu aos seus autores convites para exporem seus resultados em palestras no Congresso Nacional, transformando-se em importante argumento na campanha em curso para pressionar o governo do presidente Lula a acelerar as liberações de cultivos comerciais dos transgênicos, atropelando as avaliações de impacto ambiental e de riscos para a saúde dos consumidores.

A análise detalhada das informações apresentadas no estudo, entretanto, mostra a sua inconsistência e a leviandade de se dar publicidade a tais argumentos. Se esta é a base sobre a qual se apóia a pressão para a liberação dos transgênicos é melhor, definitivamente, não liberá-los.

O cálculo das alegadas “perdas” indicadas pela Céleres tem como premissa básica que os produtos transgênicos têm custo de produção mais baixo que os convencionais e aplica este princípio à produção de soja, milho e algodão, quer resistentes ao herbicida glifosato ou tendo um poder tóxico capaz de matar lagartas (e outras espécies não-alvo).

Dos três produtos, a soja resistente ao glifosato, conhecida como soja RR, da multinacional Monsanto, é o único produto transgênico cultivado no Brasil desde 1996 sendo, portanto, o único sobre o qual é possível avaliar os resultados práticos a partir de dados empíricos e não de especulações. Por esta razão vamos analisar apenas as afirmações da Céleres sobre as “perdas” derivadas da não liberação da soja RR em 1996, que eles dizem ser da ordem de 4,6 bilhões de dólares.

Em primeiro lugar, o estudo diz que a produtividade das variedades de soja transgênica importadas clandestinamente da Argentina e reproduzidas nas propriedades dos agricultores é “elevada, o que potencializou a vantagem quantitativa da semente geneticamente modificada”.

Esta linguagem enrolada parece indicar que a produtividade foi mais alta do que nas variedades convencionais o que não se verificou em nenhum lugar do mundo. Os únicos testes comparativos de que se tem notícia no Brasil foram realizados pela Fundacep, do Rio Grande do Sul. Em todos os testes de campo, tanto as sementes de variedades transgênicas produzidas ilegalmente como as fornecidas pelas empresas tiveram resultados piores do que os das variedades convencionais, com uma diferença média da ordem de 13%. Os testes realizados nos Estados Unidos confirmam esta verdade com um diferencial de produtividade da ordem de 6,0% em média contra as variedades de soja transgênica no conjunto do país[ii].

Apesar deste comentário sobre a produtividade, o estudo da Céleres não atribui qualquer ganho de produtividade na soja RR quando faz seus cálculos sobre as “perdas”. Esta é apenas uma dentre as muitas inconsistências do estudo.

A Céleres cita uma empresa inglesa de consultoria, a PG Economics, como fonte para afirmar que existe redução nos custos de produção da soja RR devido a uma diminuição da ordem de 53% no uso de herbicidas; de 3,06 kg/ha para 1,44 kg/ha. No estudo da PG Economics encontrado no seu site estes números simplesmente não existem. Ao contrário, na página 7 do mesmo se lê: “deve-se notar que em alguns países, como na América do Sul, a adoção da soja RR coincidiu com aumentos no volume de herbicidas empregados em relação aos seus níveis históricos”.

Apesar da indicação acima sobre o aumento do uso dos herbicidas na América do Sul a PG Economics afirma que houve uma redução nos custos do uso de herbicidas no Brasil com a entrada da soja RR, redução de 73 dólares por hectare. Esta contradição não é explicada no texto, mas talvez os ingleses não saibam que o Brasil fica na América do Sul. Mas de onde tiraram esse dado?

A PG Economics não fez qualquer pesquisa no Brasil, ao contrário do que aparece no estudo da Céleres. Sua fonte de informação é uma publicação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA. O Gain Report Br4629, de novembro de 2004, apresenta uma tabela comparativa entre os custos de produção da soja transgênica e da soja convencional apenas para a safra 2004/2005 e apenas para a região de Cascavel, no Paraná. Com base em dados tão parciais a consultora inglesa extrapola as supostas economias de 73 dólares por hectare para todo o Brasil e para todo o período de 1996 a 2006.

Mas de onde o USDA tirou o seu dado? A publicação americana cita o Deral, Departamento de Estudos rurais da Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná, mas a tabela em questão simplesmente não existe no site do Deral.

Contas mirabolantes
Para confundir ainda mais o leitor é preciso dizer que o estudo da Céleres apresenta uma tabela onde a economia de custos conseguida com o uso de soja RR é de 35 dólares por hectare, em média, para todo o Brasil de 1996 a 2006, mais uma vez devida a uma redução de 50% na quantidade de herbicidas utilizada. A fonte é uma outra empresa, Arcádia Internacional, de origem belga. Nenhum dos textos obtidos no site da dita empresa, entretanto, permitiu identificar qual a fonte de informação utilizada para esta suposta redução do uso de herbicidas.

A Céleres não teve sequer o cuidado de incluir nas suas contas o custo da tecnologia transgênica, observação que a Arcádia faz na sua tabela. A Monsanto cobra 2% sobre o valor da saca de 60kg de soja entregue pelo agricultor. Hoje a saca tem um valor médio de 25 reais e a parte da Monsanto seria de 50 centavos por saca. Calculando uma produtividade de 50 sacas por hectare, o custo da tecnologia seria de 25 reais por hectare. Este valor é de aproximadamente 12,5 dólares por hectare, ou seja, no balanço entre a suposta economia de 35 dólares no uso de herbicidas e o aumento de custo de 12,5 dólares pelo uso da tecnologia, o resultado é uma redução no custo de produção da ordem de 22,5 dólares apenas, menos do que o mercado está pagando de prêmio de qualidade para a soja não transgênica _ 30 dólares por hectare para uma produtividade de 3000 kg/ha.

Em outras palavras, o que queremos dizer é que o estudo da Céleres não se sustenta porque está baseado no estudo da PG Economics que está baseado no boletim do USDA que está baseado em um estudo atribuído equivocadamente ao Deral e cujos critérios e fontes não podem ser verificados. Por outro lado, a citada tabela da Arcádia Internacional também não dá a fonte dos dados e a Céleres esqueceu de incluir o custo da tecnologia nas suas contas. O que temos aqui são puras especulações de “pesquisadores internacionais” que são citados pelos pesquisadores nacionais como fontes sérias e seguras e, com isso, busca-se impressionar o público leitor.

A notória inconsistência dos dados apresentados é perceptível para qualquer um que esteja familiarizado com o uso de herbicidas na agricultura. A mera idéia de que o dado de uso de herbicidas em um determinado ano possa ser extrapolado para dez anos já é um absurdo total.

O caso dos EUA
Na falta de qualquer estudo minimamente sério sobre a cultura de transgênicos no Brasil, penso que podemos olhar para os estudos realizados nos Estados Unidos e que cobrem quase o mesmo período daquele da consultora inglesa, nove anos desde 1996. Estes estudos, realizados pelo pesquisador norte americano Charles Benbrook usam dados oficiais do governo daquele país e uma metodologia que é apresentada de forma transparente em seus estudos[iii].

O estudo de Benbrook prova que o uso de soja RR nos Estados Unidos desde 1996 fez crescer e não diminuir o consumo de herbicidas em comparação com os cultivos de soja convencional. Trabalhando com médias nacionais, Benbrook mostra que em 1996, o primeiro ano de cultivo de soja RR nos EUA, a redução do uso de herbicidas foi da ordem de 30% enquanto no segundo ano a redução foi de 23% em comparação com a soja convencional. Em 1998, a comparação entre a soja RR e a soja convencional resultou em um consumo de herbicidas 6% maior para a primeira. Deste ano em diante, as diferenças de uso de herbicidas vão ficando cada vez maiores, chegando a soja RR a consumir 86% mais herbicidas do que a convencional no nono ano do cultivo, 2005.

O estudo de Benbrook sobre milho e algodão resistentes a herbicidas segue o mesmo padrão, com 20% e 56% de uso de herbicidas a mais nos produtos transgênicos ao final de nove anos de cultivos.

Como é possível que os dados sejam tão discrepantes? Haverá realmente ou terá havido uma redução no uso de herbicidas pelo emprego de soja transgênica no Brasil? Pelo padrão exposto pelo pesquisador americano é provável que no início tenha havido uma redução de uso que, junto com a maior facilidade na aplicação dos herbicidas, tenha provocado o entusiasmo dos agricultores do Rio Grande do Sul em relação a esta tecnologia. Mas é impossível que os dados econômicos e agronômicos tenham se mantidos neste patamar ótimo entra ano e sai ano desde 1996. Já se fala em resistência das ervas invasoras ao uso do Roundup crescendo no RS há alguns anos. As estatísticas sobre o uso de herbicidas no RS, embora não detalhadas por cultura apontam para um forte crescimento no consumo que coincide com a expansão da área com cultura de soja RR naquele estado.

A hipótese mais provável é que a forte redução nos preços do glifosato, com o fim da patente da Monsanto junto com a súbita queda no valor do real em 1999, tenha mascarado as contas dos agricultores. Com o glifosato até 50% mais barato de um ano para outro, usar mais herbicida não aumentou os custos de produção quando comparados com os anos anteriores. Com o dólar quase dobrando também de um ano para outro, os sojicultores do RS tiveram ganhos tão significativos que certamente lhes pareceu justificar até um uso maior de herbicida para ter mais facilidade no controle de invasoras. Daí a se afirmar que o país perdeu bilhões por não ter usado soja RR mais cedo vai uma leviandade que beira a má fé.

Se as tendências constatadas por Benbrook para os Estados Unidos se confirmam para o Brasil _ e não há porque haver diferenças significativas entre os dois casos _ o “atraso” na regulamentação da soja RR em nosso país representou uma forte economia de custos, de cerca de dois bilhões de dólares, e não uma perda de 4,6 bilhões como especula o estudo da Céleres.

Está na hora de se fazer um estudo a sério sobre os custos de produção da soja RR no Brasil e suspender as operações de marketing com cálculos mirabolantes sem base na realidade após dez anos de produção no Rio Grande do Sul. O estudo da Céleres, assim como o da inglesa PG Economics ou o da belga Arcádia em que o primeiro se baseia, é totalmente inconsistente.

* Jean Marc von der Weid é economista e coordenador da AS-PTA (Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa) aspta@aspta.org.br

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Informativo Fundacep. ANO XI, nº 14, Agosto/2004.

[ii] ELMORE, R.W. et al. Glyphosate-resistant soybean cultivar yields compared with sister lines. Agronomy Journal, 93408-412, 2001.

[iii] Genetically Engineered Crops and Pesticide Use in the United States: The First Nine Years. Charles M. Benbrook, BioTech InfoNet, Technical Paper Number 7, October 2004. Disponível em: http://www.biotech-info.net/Full_version_first_nine.pdf

 

Em reunião internacional de ministros, Marina Silva e Celso Amorim falam numa organização “guarda-chuva” que coordene o Pnuma e os mecanismos financeiros ambientais da ONU. Definição da agenda global pós-2012, quando terminará a primeira fase de Quioto, é prioridade para as nações.

 

 

RIO DE JANEIRO – Se quiserem mesmo levar a sério a luta contra o aquecimento global nos próximos anos, os governos nacionais necessitam iniciar imediatamente as discussões sobre qual caminho deverão seguir a partir do fim de 2012, quando terminará a primeira fase do Protocolo de Quioto. Essa urgência, aliada ao alarme provocado na opinião pública internacional pela divulgação dos relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês), está movimentando a agenda multilateral com uma série de eventos preparatórios à 13ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP-13), que acontecerá em Bali, na Indonésia, em dezembro.

Ator importante na discussão ambiental global, o Brasil fez sua parte ao organizar nos dias 3 e 4 de setembro, no Rio de Janeiro, uma reunião internacional de ministros para discutir desenvolvimento sustentável e governança ambiental. Autoridades de 22 países foram convidadas pelo governo brasileiro para o evento, que foi coordenado pelos ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Celso Amorim (Relações Internacionais). Na pauta do encontro, a busca por um modelo de governança global que consiga tirar do papel a sonhada transversalidade e possa aliar efetivamente as questões ambientais às outras esferas do desenvolvimento econômico.

O Brasil obteve sucesso na busca pelo consenso, papel geralmente desempenhado pelo país anfitrião, ao apresentar uma proposta alternativa que talvez possa colocar um ponto final na discussão _ que já começa a ficar velha _ sobre se a ONU deve fortalecer o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) ou criar uma nova organização ambiental multilateral nos moldes da Organização Mundial de Saúde (OMS). A criação dessa organização, que se chamaria Onuma, é defendida pela União Européia, sobretudo pela França, enquanto os países em desenvolvimento preferem a primeira opção.

Intermediária, a proposta brasileira prevê o fortalecimento do magro orçamento do Pnuma (US$ 115 milhões anuais), mas também fala na criação de uma nova agência da ONU a qual o Pnuma estaria submetido, assim como o Fundo Global para o Meio Ambiente e outros mecanismos financeiros necessários ao efetivo cumprimento dos objetivos ambientais: “Uma das formas de pensar essa nova estrutura seria concebê-la como uma organização do tipo guarda-chuva, com responsabilidades nas dimensões normativa, de cooperação e de financiamento. Uma nova organização que potencialize e coordene a ação das órgãos já existentes”, disse Celso Amorim.

A proposta do Brasil foi bem recebida pelos demais governos, e será levada novamente à discussão na abertura da Assembléia Geral da ONU, que acontecerá na última semana de setembro em Nova York, nos Estados Unidos. A ministra Marina Silva festejou “a simpatia” com que foi acolhida a tentativa brasileira de produzir uma proposta de consenso: “Não tenho dúvida de que temos uma grande contribuição a dar nessa discussão. O Brasil apresentou a idéia dessa organização, ou agência, desde que sejam preservadas as outras estruturas e, ao mesmo tempo, coordenadas as convenções e os secretariados”, disse.

FBOMS envia carta a ministros

Durante a reunião do Rio de Janeiro, foi entregue às autoridades nacionais e internacionais uma carta produzida pelo Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS). No documento, as organizações do movimento socioambientalista lembram o Painel de Discussão criado no ano passado pela ONU para “avaliar as melhores formas de se trabalhar a questão ambiental de maneira transversal” e recomendam aos ministros “incrementar a autoridade do Pnuma como pilar ambiental do sistema das Nações Unidas”.

O documento do FBOMS propõe ainda “racionalizar os recursos utilizados no sistema ONU, através de unificação de secretariados, agrupamento de acordos ambientais afins, missões conjuntas e realização de conferências simultâneas de acordos e convenções que tratam de temas afins, para maior eficiência e sinergia no cumprimento de acordos multilaterais ambientais”. Também foi destacada no documento “a necessidade de vincular a discussão sobre a reforma da ONU a uma discussão mais ampla que inclui a necessidade de alteração dos padrões de consumo”.

Mudanças climáticas

Numa reunião organizada pela ONU e realizada em Viena, na Áustria, durante a última semana de agosto, os governantes dos países ricos e dos países ditos em desenvolvimento tentaram avançar na negociação das bases para a discussão de um acordo pós-2012 a ser travada já a partir da COP-13 em Bali. O principal entrave para isso continua sendo a recusa dos países emergentes em assumir metas obrigatórias de redução de suas emissões de gases provocadores do efeito estufa.

Este grupo, que tem a liderança de Brasil, China e Índia, evoca o princípio das “obrigações comuns, porém diferenciadas” que norteou a criação do Protocolo de Quioto há dez anos para exigir que os países mais industrializados arquem com sua responsabilidade histórica pelo aquecimento global. Os países ricos, por sua vez, fazem crescer a pressão sobre os emergentes e afirmam que, sem um esforço conjunto materializado em metas obrigatórias de redução das emissões, será impossível deter as mudanças climáticas em curso.

A reunião de Viena não fez avançar muito esse impasse, mas ao menos os diversos grupos de países aceitaram discutir possíveis concessões de lado a lado novamente na COP-13. Para não terminarem a rodada de discussões austríaca sem nada para mostrar, os países mais industrializados anunciaram ao final do encontro a intenção de reduzir suas emissões entre 20% e 40% até 2020. Essa decisão veio na esteira da proposta apresentada durante a reunião do G-8 em junho, quando os ricos falaram em reduzir 50% das emissões até 2050. Ambas as decisões, no entanto, não têm caráter obrigatório, o que as coloca, ao menos por enquanto, no vasto balaio internacional de manifestos de boas-intenções ambientais.

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