Filmes & Documentários


Temas como trabalho escravo e violência contra crianças e adolescentes estão entre as principais preocupações do Movimento Humanos Direitos (MHuD), entidade que congrega nomes conhecidos como Camila Pitanga, Letícia Sabatella e Marcos Winter

por Mauricio Monteiro Filho

Nos intervalos de gravações e ensaios, um grupo formado basicamente por atores e atrizes tem se dedicado a um tema que ainda ocupa uma tímida fatia da programação televisiva: a luta pelos direitos humanos.

Formado há cerca de quatro anos, o Movimento Humanos Direitos (MHuD) – http://www.humanosdireitos.org/ – lança mão da visibilidade de seus membros para trazer a público questões relacionadas a trabalho escravo, violência contra crianças e adolescentes, desrespeito ao meio ambiente. Dessa forma, fora do horário nobre, a dupla Jáder (Chico Diaz) e Bebel (Camila Pitanga), que diverte a audiência da novela “Paraíso Tropical”, da Rede Globo, troca a representação pela ação política. Também fazem parte do grupo artistas renomados como Letícia Sabatella, Osmar Prado, Dira Paes, Wagner Moura e muitos outros atores, atrizes e profissionais de áreas variadas.

De acordo com o diretor-geral, o também ator Marcos Winter, a área de interesse da entidade transita sobre “questões por demais desgraçadas, fruto de descaso e de um atraso muito grande no país, porque precisamos de reformas básicas e estruturais”.

Entre as questões mais recentes em que o grupo se envolveu, está um caso de violência sexual contra menores na cidade de Sapé, estado da Paraíba, em que o MHuD pronunciou seu apoio à promotora de Justiça do município, que está sendo ameaçada de morte.

Outra campanha atual da entidade é o repúdio à construção da barragem de Estreito, na divisa entre o Maranhão e o Tocantins. O empreendimento, que já está em fase de início das obras, alagará uma área de 400 quilômetros quadrado. Além disso, afetará 12 municípios e três terras indígenas, desalojando cerca de 20 mil pessoas.

Ambas as intervenções do Humanos Direitos – além de outras – estão no site da entidade, ou podem ser acessadas pelos links ao fim do texto.

O MhuD também tem desempenhado um importante trabalho no acompanhamento do projeto de emenda constitucional (PEC) 438, que trata da expropriação de terras em que forem encontrados trabalhadores escravos. O grupo esteve pessoalmente no Senado Federal durante a votação do texto, que foi aprovado, mas atualmente está travado na Câmara, aguardando votação em segundo turno.

Winter também identifica que a vanguarda lançada pelo MHuD tem gerado uma sensibilização maior do setor artístico para temas sociais. “É bom ver a Xuxa dizendo que não se deve bater em crianças, na televisão”, exemplifica. Mas ele julga que, enquanto não houver “disponibilidade para encarar as tragédias do país de perto”, não haverá transformação social real.

Assista:
Vídeo do MHuD sobre os riscos da construção da barragem de Estreito
Vídeo do MHuD em apoio à promotora de justiça de Sapé (PB)

Strange bedfellows: McDonald’s, Greenpeace, and the Amazon rainforest

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Strange bedfellows: McDonald’s, Greenpeace, and the Amazon rainforest

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Here’s an article in the Washington Post about our campaign against Amazon destruction through soy plantations. Some of you may remember us locking horns with McDonald’s in the “McAmazon” campaign; this is a nice glimpse of what was going on…  Read more »

 

Amazon soya campaign wins BBC food gong

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Amazon soya campaign wins BBC food gong

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Usually, winning a campaign is good enough in itself but winning an award on top of that has to be the cherry on the cake. Or, in this case, the sesame seeds on top of a squishy white bun…. Read more »

 

Cyberactivists help save Amazon Rainforest

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Cyberactivists help save Amazon Rainforest

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After a lot of pressure from Greenpeace supporters who sent e.mails and letters, McDonald’s has decided not use to chickens that have been fed on soy grown in the deforested areas of the Amazon rainforest. Well this is really… Read more »

 

KFC = Klearing Forest for Chickens

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KFC = Klearing Forest for Chickens

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As we revealed in early April, McDonald’s have been implicated in the clearance of the Amazon rainforest to grow soya for animal feed and, thanks to the thousands of emails and letters you sent, they’re talking to us about… Read more »

 

Amazonia is burning for our food

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Amazonia is burning for our food

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© Greenpeace / Andreas Varnhorn 28 May 2006, Frankfurt, Germany “Amazonia is burning for our food”. 300 Greenpeace activists covering 2000 trees with flame posters to demonstrate against destructive logging for soya plantations in the Brazilian Amazon area…. Read more »

 via Greenpeace Weblog

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via Corrêa Neto

Documentário produzido no Amapá mostra o cotidiano de quem mora nas regiões mais afastadas, que têm como principal meio de comunicação um programa de radio que existe há quase 60 anos.

Desde a sua estréia, o Programa Alô, Alô Amazônia, levado ao ar diariamente pela Rádio Difusora de Macapá, funciona como um elo entre os moradores das regiões ribeirinhas — onde o rádio é o principal meio de comunicação — e quem mora em Macapá, a capital do Amapá.

Os moradores do interior do Amapá e os municípios marajoaras de Breves e Chaves têm um compromisso inadiável todas as tardes com o programa, que é um dos mais antigos do rádio amapaense e se tornou uma espécie de pombo-correio eletrônico.

É a voz do interior retratada em mensagens de todos os tipos: são recados de saudade, notas de falecimento, cobranças, felicitações de aniversário, além de outras facetas do cotidiano ribeirinho. São mensagens por vezes íntimas, pessoais, que em boa parte, só se tornam públicas pela necessidade de comunicação.

É esta voz do interior que está sendo levada para as telas por meio do documentário “Alô, Alô Amazônia”, dirigido por Gavin Andrews, que conta com festa de lançamento no Teatro das Bacabeiras, dia 16 de março as 19h30. O projeto é o representante amapaense da terceira edição do Doctv e mostrará histórias curiosas de quem mora nas comunidades ribeirinhas, isoladas e de difícil acesso, tendo como pano de fundo as mensagens divulgadas pelo programa de rádio.

“Seja para anunciar a chegada de um familiar ao seu vilarejo ou convidar a vizinhança para a festa da padroeira local, o programa tem o papel fundamental de unir as pessoas mais distantes da região”, afirma Andrews. Para o diretor, as filmagens do longa-metragem funcionaram como uma espécie de viagem de descoberta dos hábitos, cultura, cotidiano e, em especial, das dificuldades enfrentadas diariamente pelo povo ribeirinho. No rio Canivete em Breves/PA, por exemplo, a equipe ouviu o relato de uma criança atingida por paralisia infantil, ainda este ano; a vacina não havia chegado.

Mas o filme não é um documento denúncia. “Fomos atrás de mensagens as vezes curiosas, outras vezes aparentemente banais, e contamos muito com o fator surpresa. Cada viagem, cada personagem que a gente encontrava dava sempre uma nova direção para o filme, uma nova visão de como perceber o cotidiano tão peculiar do caboclo”, conta o cineasta. O filme, registrado em vídeo de alta definição, captou momentos do dia a dia, festas religiosas e profanas, histórias de saudades ou de um ente querido que não dá notícias há muito tempo, a forma de lidar com a distância e o isolamento. A grande surpresa foi o surgimento, em diversos momentos, de mensagens de consciência e otimismo pelo futuro da Amazônia.

Este é o segundo documentário realizado no Amapá com os incentivos do programa Doctv. O filme estreia em cadeia nacional no TV Cultura dia 1 de abril as 23h00, e entra em cartaz no Cine Líbero Luxardo em Belém dias 6-8 de abril, com lançamento dia 30 de março as 18:00h.
Vejam o Trailer:

Informações: filmes@castanha.org
(96) 9114-3456
http://www.castanha.org

Todas as emissoras públicas de televisão do país exibem neste domingo (1º) o documentário Alô, Alô Amazônia, única produção que representa o Amapá na 3ª edição do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DOCTV). O documentário será exibido às 23h.

Transmitido diariamente pela Rádio Difusora de Macapá, o programa de rádio Alô, Alô Amazônia é um dos principais canais de comunicação entre os moradores que residem na capital, no interior do estado e nas regiões ribeirinhas, em especial nos municípios de Breves e Chaves.

Até novembro, em todos os domingos, sempre às 23h, será veiculado um documentário inédito. O DOCTV é desenvolvido pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura em parceria com a Fundação Padre Anchieta-TV Cultura e a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), e é apoiado pela Associação Brasileira de Documentaristas (ABD).

Agência Brasil

Documentário denuncia a exploração dos trabalhadores levados para a região pelos latifundiários, mas mantidos em condições de escravidão

Uma abordagem dos problemas sociais e ambientais que latifundiários e políticos impõem à Amazônia desde a década de 1970. Essa é a proposta do documentário “Nas Terras do Bem-Virá”, de Alexandre Rampazzo e Tatiana Polastri, que estreiou segunda-feira (26) no festival É Tudo Verdade, em São Paulo e em Rio de Janeiro. O lema do governo militar na época era: “Homens sem terras do Nordeste para terras sem homens na Amazônia”. Esse encaixe foi tão imperfeito que a temática do documentário perpassa a devastação da floresta, o conflito fundiário e o trabalho escravo. Relata a trajetória dos “severinos” nordestinos, que já não rumavam para o litoral pernambucano, mas para o trabalho forçado nas fazendas de gado e soja, impossibilitados de retornar as suas casas.

O período de gravação nas 29 cidades do Norte e Nordeste foi de quatro meses. O longa inicia-se na cidade de Barras, interior do Piauí, onde vilarejos inteiros vivem o mesmo drama: não há trabalho e a terra é controlada por latifundiários. Os homens saem de lá e chegam ao Pará com um desejo de conseguir uma maneira para sustentar a família, que ficou. O serviço é desmatar as florestas, tanto para ampliar ou abrir novas fazendas voltadas ao agronegócio.

“Entrevistamos os familiares, no Piauí e no Maranhão. Em Tocantins e no Pará, fizemos algumas entrevistas em acampamentos. Havia casos de trabalhadores que já tinham sido vítimas de trabalho escravo. Relacionamos o fato de não haver terra para todos e ser esse um dos motivos de eles caírem nesse tipo de ‘relação trabalhista’ também”, conta Tatiana Polastri, produtora do documentário, ao lado de Alexandre Rampazzo. O que mais chamou a atenção de Rampazzo foi a auto-estima dos trabalhadores que vivem abaixo da linha da miséria, mas tentam mudar sua situação por meio da auto-organização. “Quando pertenciam ao movimento dos trabalhadores, eles te olhavam nos olhos, de cabeça erguida, sabiam da situação, mas sabiam de seus direitos. Eu achava extraordinário”, destaca o produtor.

Ele aponta a existência de um tipo de escravidão funcional para os migrantes conhecidos como “peões do trecho”. O trabalhador fica por algum tempo na pensão, adquire dívida com a proprietária até que chega o empreiteiro, conhecido na região como ‘gato’, e recruta esse trabalhador. O ‘gato’ pagava sua ‘dívida’ com a dona da pensão, mas adquire outra, com o empreiteiro. “Há pessoas que estão há 15, 20 anos nesse ciclo, ficam sem dinheiro nenhum e não conseguem retornar às famílias”, diz Rampazzo.

A aumento da escravidão caminha junto com a fronteira agrícola, deixando rastros de violência e destruição ambiental. Essa devastação, que até pouco tempo se concentrava no Sul do Pará, hoje encontra-se na região da Terra do Meio, justamente onde foi assassinada a Missionária Dorothy Stang. “Sentimos um cheiro de pólvora no ar. O próprio presidente da Cãmara Municipal de Anapu, Jurandir Plinio de Souza (PP-PA), um dos envolvidos, expulsou-me da Câmara Municipal da cidade. Ele disse “vocês são de São Paulo, não conhecem a realidade daqui”, conta Rampazzo. O documentarista afirma que, entre todos os entrevistados, existem, pelo menos, dez pessoas que correm o risco real de serem assassinadas. O bispo da região de Altamira, Dom Erwin Klauter, por exemplo, celebra a missa com colete.

Documentarista no Brasil

O esforço de fazer um documentário audiovisual sobre todo o ciclo do trabalho escravo na região amazônica até a conseqüente devastação da floresta e os assassinatos de líderes populares foi apenas a primeira etapa do desafio dos jovens produtores. Para denunciar a exploração humana e ambiental, os dois produtores contaram com a colaboração de sindicatos locais e da Comissão Pastoral da Terra regional (CPT). “Dormíamos onde dava. Em Anapu (PA), dormimos no quintal do casa de um padre, numa rede”, relata Tatiana Polastri.

A segunda etapa do desafio é a obtenção de recursos para financiar a exibição do trabalho. Alexandre Ramapazzo afirma que meia dúzia de famílias controla a mídia nacional, e no cinema não é diferente, restando migalhas para a grande maioria de produtores. “Em nosso trabalho não recebemos um centavo da Lei de Incentivo. É uma grande dificuldade financiar algo que denuncie o agronegócio, ou mesmo que questione a privatização da Companhia Vale do Rio Doce”, desabafa o documentarista.

in Brasil De Facto

O filme Mapulawache: Festa do Pequi, feito pelo índio Ayuruá Mehináku, foi escolhido para ser exibido no lançamento da 3ª edição do DOCTV – o Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro.

Para ver AQUI

Fonte: Agência Brasil

tizuka-yamasaki.jpgBrasília – Um ritual indígena que mostra as relações sociais e culturais entre os índios da etnia Mehináko, do Alto do Xingu, e o pequi é o tema de Mapulawache – a festa do Pequi. O documentário foi apresentado hoje (14) no lançamento no Distrito Federal (DF) da terceira edição do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DOCTV).

O DOCTV tem o objetivo de criar maneiras de documentar histórias de diversas partes do país. Outra meta do programa é articular mercado para essa produção. “A produção independente e a TV pública podem unidas dar um novo desenho à produção audiovisual e à televisão no Brasil”, afirmou José Roberto Garcez, diretor de jornalismo da Radiobrás, entidade gestora do programa no DF. Para ele, o DOCTV é uma fórmula simples de valorizar a identidade nacional.

A representante da Associação Brasilense de Cinema e Vídeo, Ana Maria Muhlenberg, destacou no evento que a iniciativa “abre uma janela para exibição de filmes na televisão” e que essa divulgação pode alcançar um público maior do que os documentários exibidos no cinema.

A cineasta Tizuka Yamasaki também esteve em Brasília para o lançamento do DOCTV no DF. Segundo ela, o programa dá “espaço para pessoas de diversos lugares do Brasil documentarem o seu lugar, a sua cultura, a sua gente”.

Ainda segundo a cineasta, esta é uma oportunidade de filmes serem realizados “sob uma ótica de realizador do local que fará tudo com uma intimidade diferente do que, por exemplo, um cineasta de São Paulo”.

Sandro Dreher é diretor de uma produtora em Porto Alegre (RS). Para ele, a iniciativa do governo tende a valorizar e estimular a produção de documentários.

“O Brasil só tem a ganhar ao mostrar a diversidade da nossa terra, dos povos. As pessoas vão ver que cada região tem um olhar, um jeito diferente para contar quem sabe até as mesmas histórias”, afirmou Dreher.

O lançamento do programa na capital gaúcha também ocorreu hoje. Foi exibido o filme Lutzenberger: For Ever Gaia, produção que conta idéias e realizações do ecologista que dá nome ao filme.

Lutzenberger: For Ever Gaia, Mapulawache – a festa do Pequi e mais 33 documentários inéditos serão exibidos nas emissoras públicas do país aos domingos a partir do dia 18, às 23 horas. As produções foram selecionadas entre 859 inscritas em 27 concursos estaduais do DOCTV.

O programa é uma parceria da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Fundação Padre Anchieta/TV Cultura e Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec). Conta também com o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD).

Fonte: Agência Brasil

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