Filmes & Documentários


Todas as emissoras públicas de televisão do país exibem neste domingo (1º) o documentário Alô, Alô Amazônia, única produção que representa o Amapá na 3ª edição do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DOCTV). O documentário será exibido às 23h.

Transmitido diariamente pela Rádio Difusora de Macapá, o programa de rádio Alô, Alô Amazônia é um dos principais canais de comunicação entre os moradores que residem na capital, no interior do estado e nas regiões ribeirinhas, em especial nos municípios de Breves e Chaves.

Até novembro, em todos os domingos, sempre às 23h, será veiculado um documentário inédito. O DOCTV é desenvolvido pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura em parceria com a Fundação Padre Anchieta-TV Cultura e a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), e é apoiado pela Associação Brasileira de Documentaristas (ABD).

Agência Brasil

Documentário denuncia a exploração dos trabalhadores levados para a região pelos latifundiários, mas mantidos em condições de escravidão

Uma abordagem dos problemas sociais e ambientais que latifundiários e políticos impõem à Amazônia desde a década de 1970. Essa é a proposta do documentário “Nas Terras do Bem-Virá”, de Alexandre Rampazzo e Tatiana Polastri, que estreiou segunda-feira (26) no festival É Tudo Verdade, em São Paulo e em Rio de Janeiro. O lema do governo militar na época era: “Homens sem terras do Nordeste para terras sem homens na Amazônia”. Esse encaixe foi tão imperfeito que a temática do documentário perpassa a devastação da floresta, o conflito fundiário e o trabalho escravo. Relata a trajetória dos “severinos” nordestinos, que já não rumavam para o litoral pernambucano, mas para o trabalho forçado nas fazendas de gado e soja, impossibilitados de retornar as suas casas.

O período de gravação nas 29 cidades do Norte e Nordeste foi de quatro meses. O longa inicia-se na cidade de Barras, interior do Piauí, onde vilarejos inteiros vivem o mesmo drama: não há trabalho e a terra é controlada por latifundiários. Os homens saem de lá e chegam ao Pará com um desejo de conseguir uma maneira para sustentar a família, que ficou. O serviço é desmatar as florestas, tanto para ampliar ou abrir novas fazendas voltadas ao agronegócio.

“Entrevistamos os familiares, no Piauí e no Maranhão. Em Tocantins e no Pará, fizemos algumas entrevistas em acampamentos. Havia casos de trabalhadores que já tinham sido vítimas de trabalho escravo. Relacionamos o fato de não haver terra para todos e ser esse um dos motivos de eles caírem nesse tipo de ‘relação trabalhista’ também”, conta Tatiana Polastri, produtora do documentário, ao lado de Alexandre Rampazzo. O que mais chamou a atenção de Rampazzo foi a auto-estima dos trabalhadores que vivem abaixo da linha da miséria, mas tentam mudar sua situação por meio da auto-organização. “Quando pertenciam ao movimento dos trabalhadores, eles te olhavam nos olhos, de cabeça erguida, sabiam da situação, mas sabiam de seus direitos. Eu achava extraordinário”, destaca o produtor.

Ele aponta a existência de um tipo de escravidão funcional para os migrantes conhecidos como “peões do trecho”. O trabalhador fica por algum tempo na pensão, adquire dívida com a proprietária até que chega o empreiteiro, conhecido na região como ‘gato’, e recruta esse trabalhador. O ‘gato’ pagava sua ‘dívida’ com a dona da pensão, mas adquire outra, com o empreiteiro. “Há pessoas que estão há 15, 20 anos nesse ciclo, ficam sem dinheiro nenhum e não conseguem retornar às famílias”, diz Rampazzo.

A aumento da escravidão caminha junto com a fronteira agrícola, deixando rastros de violência e destruição ambiental. Essa devastação, que até pouco tempo se concentrava no Sul do Pará, hoje encontra-se na região da Terra do Meio, justamente onde foi assassinada a Missionária Dorothy Stang. “Sentimos um cheiro de pólvora no ar. O próprio presidente da Cãmara Municipal de Anapu, Jurandir Plinio de Souza (PP-PA), um dos envolvidos, expulsou-me da Câmara Municipal da cidade. Ele disse “vocês são de São Paulo, não conhecem a realidade daqui”, conta Rampazzo. O documentarista afirma que, entre todos os entrevistados, existem, pelo menos, dez pessoas que correm o risco real de serem assassinadas. O bispo da região de Altamira, Dom Erwin Klauter, por exemplo, celebra a missa com colete.

Documentarista no Brasil

O esforço de fazer um documentário audiovisual sobre todo o ciclo do trabalho escravo na região amazônica até a conseqüente devastação da floresta e os assassinatos de líderes populares foi apenas a primeira etapa do desafio dos jovens produtores. Para denunciar a exploração humana e ambiental, os dois produtores contaram com a colaboração de sindicatos locais e da Comissão Pastoral da Terra regional (CPT). “Dormíamos onde dava. Em Anapu (PA), dormimos no quintal do casa de um padre, numa rede”, relata Tatiana Polastri.

A segunda etapa do desafio é a obtenção de recursos para financiar a exibição do trabalho. Alexandre Ramapazzo afirma que meia dúzia de famílias controla a mídia nacional, e no cinema não é diferente, restando migalhas para a grande maioria de produtores. “Em nosso trabalho não recebemos um centavo da Lei de Incentivo. É uma grande dificuldade financiar algo que denuncie o agronegócio, ou mesmo que questione a privatização da Companhia Vale do Rio Doce”, desabafa o documentarista.

in Brasil De Facto

O filme Mapulawache: Festa do Pequi, feito pelo índio Ayuruá Mehináku, foi escolhido para ser exibido no lançamento da 3ª edição do DOCTV – o Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro.

Para ver AQUI

Fonte: Agência Brasil

tizuka-yamasaki.jpgBrasília – Um ritual indígena que mostra as relações sociais e culturais entre os índios da etnia Mehináko, do Alto do Xingu, e o pequi é o tema de Mapulawache – a festa do Pequi. O documentário foi apresentado hoje (14) no lançamento no Distrito Federal (DF) da terceira edição do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DOCTV).

O DOCTV tem o objetivo de criar maneiras de documentar histórias de diversas partes do país. Outra meta do programa é articular mercado para essa produção. “A produção independente e a TV pública podem unidas dar um novo desenho à produção audiovisual e à televisão no Brasil”, afirmou José Roberto Garcez, diretor de jornalismo da Radiobrás, entidade gestora do programa no DF. Para ele, o DOCTV é uma fórmula simples de valorizar a identidade nacional.

A representante da Associação Brasilense de Cinema e Vídeo, Ana Maria Muhlenberg, destacou no evento que a iniciativa “abre uma janela para exibição de filmes na televisão” e que essa divulgação pode alcançar um público maior do que os documentários exibidos no cinema.

A cineasta Tizuka Yamasaki também esteve em Brasília para o lançamento do DOCTV no DF. Segundo ela, o programa dá “espaço para pessoas de diversos lugares do Brasil documentarem o seu lugar, a sua cultura, a sua gente”.

Ainda segundo a cineasta, esta é uma oportunidade de filmes serem realizados “sob uma ótica de realizador do local que fará tudo com uma intimidade diferente do que, por exemplo, um cineasta de São Paulo”.

Sandro Dreher é diretor de uma produtora em Porto Alegre (RS). Para ele, a iniciativa do governo tende a valorizar e estimular a produção de documentários.

“O Brasil só tem a ganhar ao mostrar a diversidade da nossa terra, dos povos. As pessoas vão ver que cada região tem um olhar, um jeito diferente para contar quem sabe até as mesmas histórias”, afirmou Dreher.

O lançamento do programa na capital gaúcha também ocorreu hoje. Foi exibido o filme Lutzenberger: For Ever Gaia, produção que conta idéias e realizações do ecologista que dá nome ao filme.

Lutzenberger: For Ever Gaia, Mapulawache – a festa do Pequi e mais 33 documentários inéditos serão exibidos nas emissoras públicas do país aos domingos a partir do dia 18, às 23 horas. As produções foram selecionadas entre 859 inscritas em 27 concursos estaduais do DOCTV.

O programa é uma parceria da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Fundação Padre Anchieta/TV Cultura e Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec). Conta também com o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD).

Fonte: Agência Brasil

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Começa hoje nova fase da minissérie ‘Amazônia’

Agência Estado

 

A minissérie Amazônia pula da belle époque para a 2ª Guerra Mundial a partir de hoje à noite. Nesta fase, os seringais entram em decadência por causa do cultivo da árvore na Ásia, mas Rio Branco cresce e se divide. É uma nova fase para a minissérie (que de tão longa nem parece tão ‘mini’ assim) criada pela autora Glória Perez.

Neste cenário vivem o poeta Juvenal Antunes (papel de Diogo Vilela), a seringueira Anália (Letícia Spiller), o guarda-livros Conrado (Pedro Paulo Rangel), a governanta Donana (Jandira Martins) e o líder do Santo Daime, Raimundo Inácio (interpretado por Milton Gonçalves).

Da primeira fase de Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, permanecem apenas alguns personagens/atores: Beatriz (Débora Bloch, cuja personagem, mais tarde na vida, passa a ser interpretada por Irene Ravache), Justine (Lena Cavalli/Zezé Polessa), Bento (Tiago Batista/ Emílio Orciolo), Augusto (Ronaldo Dappes/Humberto Martins).

Maquiagem pesada

Padre José (Antônio Calloni) e Ritinha (Brenda Haddad) continuam com os mesmos atores e José de Abreu vai surgir em somente uma cena, morrendo aos 90 anos de idade. A cena, bastante importante para a trama da minissérie, recebeu tratamento especial por parte da produção da Globo: José de Abreu surgirá utilizando uma maquiagem especial para simular um envelhecimento cenográfico.

“Esses personagens ligarão Galvez a Chico Mendes”, explicou a autora Gloria Perez.

Esta fase deve durar oito capítulos e teve o jornalista Armando Nogueira como consultor, pois era adolescente no Acre dos anos 40. Quem está esperando pelo seringueiro Chico Mendes vai ter que aguardar mais um pouco: o personagem só aparece na última semana, em abril, representado pelo ator Cássio Gabus Mendes.

 

in ComuniWeb

 

Gênero: documentário
Produção, Direção, Roteiro e Imagens: Comissão Pastoral da Terra (CPT), Centro pela Justiça e o Direito Internecional (Cejil) e Witness
Edição: Anne Checler
Formato: digital
Duração: 16’30
País: Brasil
2006

Sinopse
O documentário retrata a situação de trabalhadores do campo aliciados e escravizados em fazendas e carvoarias, e sugere quais são hoje os principais desafios do combate para a erradicação do trabalho escravo no Brasil.

indio-fabiopozzembomabr.jpgCARACAS – Uma expedição espanhola liderada pela cronista Teresa Aguilar e pelo fotógrafo Carlos Díez Polanco adentrou hoje na floresta amazônica, saindo da cidade venezuelana de Puerto Ayacucho para fazer uma “redescoberta indígena” que deve levar 150 dias. O casal se dirige ao coração de um mundo que, segundo disse Pablo Doberti, diretor da Editora Santillana

A meta inicial é chegar à Feira de Frankfurt de outubro com “um volume que poderia ser chamado de artístico” da expedição, disse. O objetivo mais importante, porém, é criar uma obra para a biblioteca escolar no ano letivo 2007-08 e outra para a biblioteca da família da Venezuela.

As comunidades baniva, baré, kurripako, piapoko, werequena, hoti, jiwi, mako, piaroa, puinave, sánema, wanai, yanomami, yawarana, yekuana e yeral receberão a visita de Aguilar e Polanco. Teresa Aguilar partiu confiante em receber dos “que amam e respeitam a natureza” presentes para compartilhar com aqueles que “se dizem civilizados e estão sujando o nosso planeta”. Em troca ela assume o compromisso de voltar depois às comunidades visitadas com os livros resultantes da expedição. Antes da segunda fase da viagem, em maio, o casal passará alguns dias em São Paulo, para apresnetar o livro ‘Escolas Felizes’.

Fonte: G1
in Notícias 24 Horas

BRASÍLIA – Inspirada no movimento Amazônia para Sempre, criado por artistas que participam da minissérie Amazônia – de Galvez à Chico Mendes, a deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC) propôs nesta terça-feira, 6, a criação de uma Frente Parlamentar suprapartidária em defesa da Amazônia Brasileira. Perpétua disse que a Frente se tornou uma prioridade após a Agência Brasília de Inteligência (Abin) levantar preocupações sobre a influência de governos e entidades estrangeiras na Amazônia brasileira. 

    A idéia é criar no Parlamento Brasileiro um debate que encontre ressonância dos anseios e necessidades dos brasileiros que habitam a maior floresta tropical do mundo. Segundo Perpétua, a Frente ajudaria a conter a devastação da Amazônia e a buscar alternativas para o desenvolvimento sustentável da região. “O desmatamento e o incêndio são símbolos da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico”, lembrou. 

    Ameaçada pelo desmatamento, pela biopirataria, por entrada de estrangeiros sem compromisso com o Brasil, pelas explorações de suas riquezas de forma devastadora, a Amazônia vem sendo foco de atenção com os debates acerca do aquecimento global. Perpétua lembrou, pro sua vez, que o Brasil possui 165 mil quilômetros quadrados de área desflorestada, abandonada e semi-abandonada, e por essa razão pode dobrar a produção de grãos sem derrubar uma única área. É preciso, para isso, que saiba utilizar essas áreas já degradadas. 

    Agregando o maior banco genético do planeta, detendo 1/5 da água doce disponível, tendo 1/3 de florestas tropicais do mundo e incalculáveis riquezas no subsolo, a Amazônia necessita de avançar nas políticas públicas que garantam um desenvolvimento sustentável digno, que atenda as necessidades de cada Estado, Município e localidade. “É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais”. O Pantanal já enfrenta mudanças. Confira aqui.

    Amazônia para sempre

 

   O manifesto intitulado Amazônia Para Sempre, de autoria de Cristiane Torloni e Victor Fasano, com texto de Juca de Oliveira, serve impulso para ecoar no Congresso Nacional a necessidade de melhor debater os rumos desta imensa riqueza natural. 

    A Frente Parlamentar já conta no seu lançamento com dezenas de adesões, de representantes dos mais diversos Estados. Os integrantes da Frente agirão em todas as esferas da Câmara e do Senado, fazendo com que os debates sobre o tema sejam sempre constantes. 

    A Frente pretende subsidiar todas as Prefeituras e Câmaras Legislativas, Governos Estaduais e Assembléias, Presidência da República e Ministérios de políticas públicas que possam dar melhor garantia à preservação e desenvolvimento equilibrado da Amazônia. in Agência Amazônia

gio.jpgGiovanna  se entrega a um dos trabalhos mais brasileiros de sua carreira: a nordestina Delzuite, uma das estrelas principais da minissérie “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, escrita por Glória Perez e dirigida por Marcos Schechtman.

Após passar 40 dias entre Manaus e Acre, a atriz coleciona experiências da floresta. “Saía à noite para procurar jacarés, fui pescar piranha e passava até sete horas diárias nadando com os botos. Eles me deram algumas mordidinhas, mas faria tudo outra vez. A sensação é maravilhosa, indescritível”, conta Giovanna. Ela precisava mesmo mostrar intimidade com os botos. Para justificar a gravidez, Delzuite apela para os supostos poderes mágicos do animal.

“Ela diz que o filho é do boto. Prático, né?”, brinca. Nos anos 40, a tal historinha de pescador livrava muita gente de uma saia-justa perante a família. Moradores locais diziam que o animal era encantado: ao anoitecer, ele se transformaria em um rapaz bonito e elegante, hábil em seduzir moças ingênuas.

Lendas a parte, o ‘boto’ de Delzuite tem nome e sobrenome. Trata-se de Tavinho, personagem de Paulo Nigro. “Ela é filha de seringueiro, tem um casamento arranjado pelo pai. Durante o tempo em que estive na floresta conheci muita gente que poderia ser a Delzuite. Fiquei observando os gestos das pessoas, jeito de andar, sotaque … Foi uma forma de conhecer a região a fundo sem o simples olhar de turista.”

Giovanna não precisou de preparo físico para enfrentar a maratona transamazônica. Intérprete da guerreira Anita Garibaldi de “A Casa das Sete Mulheres” (2003), e da quase-muçulmana Jade aquela que dançava enrolada em cobras em “O Clone” (2001), está habituada a cenas radicais, com direito a bichos exóticos como coadjuvantes. “Foram cavalos, serpentes e botos. Adoro bicho, não vejo como sacrifício. Difícil mesmo foi ficar longe do Pietro. É o primeiro trabalho longo desde o nascimento ele.”

Com pouco mais de um ano, Pietro é fruto do casamento de três anos com Murilo Benício, desfeito em 2005. Os dois se apaixonaram justamente na época das danças performáticas de O Clone. Naquele ano, Giovanna tornou-se uma das principais apostas da Globo. A recompensa veio pouco tempo depois: em 2004, livre das boazinhas sonhadoras que sempre interpretava, pôde mostrar seu talento para menina má em Da Cor do Pecado.

De volta ao ritmo de gravações, a atriz conta que a gravidez alterou profundamente sua rotina. “Achava muito importante ficar bem perto do Pietro em seu primeiro ano de vida. Nem para malhar tive tempo, que vergonha. O máximo que pratiquei foi levantamento de filho”, brinca a atriz.

O boto-rosa da Giovanna

Natural do Acre, a autora Glória Perez cresceu rodeada pelos mitos do Norte. É por isso que consegue contá-los com desenvoltura, como faz com a história do boto-rosa na minissérie “Amazônia”. Reza a crença local que a transformação do animal em homem nunca é completa: como as narinas permanecem no topo da cabeça, ele sempre usa chapéu. Curiosamente, Tavinho (Paulo Nigro) aparece de chapéu em sua primeira cena no programa. E Delzuite (Giovanna Antonelli) aproveita a deixa para dizer que o “filho é do boto”.

“Na cidade, o homem está em um mundo muito familiar porque foi construído por suas próprias mãos. Na floresta é o inverso: quem domina é a natureza. Os encantos e assombrações estão sempre presentes no cotidiano da floresta, são formas de explicar o desconhecido. Algumas vezes, os mitos se tornam até didáticos: se você abate um animal da floresta sem necessidade, por exemplo vai apanhar do caboclinho da mata”, diz Glória.

Entre os índios, os contos mágicos são ainda mais abundantes. Um dos mais famosos versa sobre a origem da vitória-régia, planta característica da Amazônia. Os mais velhos garantem que a flor esconde uma jovem índia, que vive sob o feitiço da lua. Ao tentar tocar a lua refletida em um lago, a garota teria caído na água, onde desapareceu. Com pena, a lua teria transformado a índia em vitória-régia, a estrela das águas.

Na tribo dos Maués, o mito mais difundido explica a origem da fruta guaraná. Dizem que após muito pedir um filho para o deus Tupã, um casal de índios é atendido e se torna alvo da inveja de Jurupari, o deus da escuridão. Disfarçado de serpente,ele teria matado a criança. Neste momento, trovões ecoaram pela aldeia e a mãe da criança, chorando muito, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles nasceria uma nova planta. Teria surgido, assim, o guaraná, cujas sementes imitam olhos humanos.

Se o boto vive a tentar as moças, para os rapazes a perdição é simbolizada por Iara, a ninfa das águas. Alguns indígenas juram que já viram a sereia em muitos rios e igarapés. A crença neste mito é tão forte, que nos lugares em que ela teria aparecido muita gente evita passar no fim da tarde. Os homens do Norte comentam que Iara geralmente se mostra com pernas, para logo em seguida transformar-se em sereia e atrair suas vítimas. Para livrar-se do poder de sedução dela, os indígenas acreditam que a pessoa deve comer muito alho e, depois, esfregá-lo por todo o corpo.

in Portal Bem Paraná

A BBC film to be broadcast on Thursday 1 February documents an expedition to make first contact with an isolated tribe in West Papua – and asks whether such people really exist. Survival estimates that approximately 107 uncontacted tribes exist worldwide – and all are threatened with extinction.

The film follows journalist and adventurer Mark Anstice, who signs up for a tourist trip to make ‘first contact’ with an isolated tribe deep in the West Papuan jungle. Anstice does meet some tribal people, but questions whether this is a genuine uncontacted tribe or if the trip was in fact a hoax.

Survival’s director Stephen Corry said today, ‘There are something like 107 largely uncontacted tribes in the world, about 44 of them are in West Papua. They remain separate because they choose to; and with good reason.

‘Tourists could threaten these peoples, especially through the risk of bringing in disease. Tourists shouldn’t try and go there: it’s dangerous and irresponsible. If the encounter in the film wasn’t staged, then both the tour operator and tourists should be ashamed of themselves. In fact, that’s extremely unlikely: it wouldn’t be the first time that people have staged ‘first contact’ situations to extract money from tourists.

‘But this isn’t the worst danger. Many tribes are survivors of past massacres and diseases, who have fled to remote areas. They face mining companies, loggers, colonists, and the armed forces, which have killed around 100,000 Papuans as Indonesia continues its violent occupation.’

‘First Contact’ will be broadcast on Thursday 1 February at 9pm on BBC FOUR.

For further information contact:
Miriam Ross on (+44) (0)20 7687 8734 or email mr@survival-international.org

in Survival International

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